MODERNIZAÇÃO

Diretoria do clube investe na modernização administrativa e lentamente vai conseguindo fazer as reformas no estádio para atender aos associados e torcedores

O Náutico é hoje um clube que investe na sua modernização administrativa. Ainda é um processo lento, mas aos poucos a diretoria vai conseguindo fazer as reformas necessárias para atender aos associados e torcedores. A implantação com sucesso das catracas eletrônicas – começou no dia 26 de abril no jogo com o Joinville – é um dos pontos mais positivos.

O diretor-administrativo, Francisco Dacal, ressaltou que as catracas eletrônicas estão funcionando cem por cento. O mais importante, porém, foi o controle de quem tem direito à gratuidade nos jogos, como autoridades civis e militares. Para ter acesso aos jogos é preciso passar no guichê para pegar o cartão eletrônico. “Com esse controle a pessoa tem que se identificar e ter o seu nome registrado. Só então receber o cartão eletrônico para assistir ao jogo”, explicou Dacal, lembrando que o Náutico já vinha tomando providências para melhorar a condição do torcedor muito antes de o Código entrar em vigor.

Aos poucos a diretoria está valorizando o sócio. Para isso, tomou uma medida forte: só tem direito a usar o clube quem estiver com as mensalidades pagas. Dessa forma, até para assistir a um treino, o associado precisa estar em dia. No mês passado, 2.600 associados pagaram ao clube.

“O Náutico parecia uma praça pública. Todo mundo entrava. Não havia controle. Agora, é diferente. Para usufruir do clube o sócio tem que pagar as suas mensalidades. Se atrasar três meses, tem que pagar os três ”, afirmou Dacal.

Formado em Administração de Empresas, Dacal é conselheiro do clube e vem passando por vários setores da agremiação. Foi membro do Conselho Fiscal e também do grupo que comandou a ampliação do Estádio Eládio de Barros Carvalho e a construção do Centro de Treinamento da Guabiraba. “Hoje estamos trabalhando para melhorar o funcionamento do clube. E o nosso torcedor e os associados estão entendendo todas as medidas que estamos tomando.”

PARCERIAS – Nos cinco meses de gestão, o presidente Eduardo Araújo tem motivos para ficar otimista. O clube tem cumprido seus compromissos com os jogadores e funcionários em dia. A diretoria também continua em busca de novos parceiros. A dificuldades financeiras ainda são um desafio. Os três grandes, Náutico, Sport e Santa Cruz, ainda não receberam o dinheiro do Futebol Solidário e da televisão pelo Campeonato Pernambucano. “Ainda estamos negociando com a Justiça do Trabalho. A gente tem feito o máximo para conseguir resolver os problemas. O mais importante é que os clubes estão unidos em termos comuns”, disse Eduardo Araújo.

O presidente ainda acrescentou que o clube tem sido bem administrado. “O Náutico funciona muito bem. Estamos fazendo um grande esforço e tenho certeza de que iremos deixar o clube saneado financeiramente. Fico satisfeito ao constatar que estamos cumprindo com as nossas obrigações.”

180 mil com os novos parceiros. Mas é muito pouco. Mesmo assim, o Código do Torcedor também beneficia o clube, pois a Confederação Brasileira de Futebol e as Federações passaram a ser responsáveis pelo pagamento dos árbitros, passagens, hospedagens e os exames antidoping. O diretor de futebol, Maurício Cardoso, exemplificou: “No jogo com o Atlético Mineiro (Copa do Brasil) pagamos de arbitragem R$ 12 mil, incluindo o trio de árbitro, passagem e hospedagem. Essa despesa não existe mais. Por isso, tivemos um certo lucro no jogo com o Palmeiras (pela Série B) e acredito que vai melhorar ainda mais caso o time continue fazendo uma boa campanha no Brasileiro.”

O dirigente ainda lembrou que o colegiado de futebol tem trabalhado de forma conjunta com a diretoria executiva. “Tudo é feito diante da realidade financeira do clube como determina o presidente.”

AFERIÇÃO – Na próxima semana, o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco) deve fazer uma nova aferição do estádio. A última ocorreu em 2000 muito antes da finalização da ampliação. Dessa forma, pode acabar a polêmica sobre a capacidade de torcedores sentados (18 mil no momento).

“Queremos uma nova aferição. Com isso vamos cumprir o Código do Torcedor e ao mesmo tempo ter oficialmente a capacidade do estádio depois da ampliação. O fundamental é que o clube está se adaptando bem ao Código. Nós queremos dar o máximo de conforto ao torcedor”, argumentou Francisco Dacal.

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