A grande virada

Por: Frederico Lira

Quando o Náutico entrar em campo, na tarde deste domingo, contra o Ypiranga, no gramado dos Aflitos, ter-se-ão passado dez dias desde sua última exibição. Dez longos, e aparentemente intermináveis!, dias – desde o jogo contra o Parnahyba, na quarta-feira de cinzas. Tempo mais que suficiente para deixar os alvirrubros ansiosos pelo retorno do aristocrático à ativa. Tempo necessário para amadurecer uma equipe em formação, que sofreu bastante no primeiro turno com o desentrosamento e a má condição física. Tempo indispensável para que Hélio dos Anjos consiga, enfim, impor um padrão tático à equipe, ainda não visto na temporada. Repetir uma escalação, pela primeira vez no ano, já representa um avanço considerável.

O segundo turno traz consigo esperanças renovadas para a torcida alvirrubra, após um início de temporada bem aquém do esperado. A expectativa de ver o time com uma nova postura, bem como a estréia do meia uruguaio Beto Acosta, será certamente um belo atrativo para a mais fiel, fanática e apaixonada torcida de Pernambuco lotar o estádio Eládio de Barros Carvalho, apoiando incondicionalmente o Timbu na busca pelo título estadual. A arquibancada “incendiada”, cantando durante os noventa minutos, foi fator primordial para que conquistássemos o acesso à primeira divisão – no entanto, nesse ano de 2007, esse mesmo espírito ainda não foi visto. “Ferver” o caldeirão, em todos os jogos daqui pra frente, é obrigação dos alvirrubros!

TIME – A simples entrada de Cristian na meia-cancha, na última partida, deu novo ânimo a um setor que vinha sendo ineficiente. Verdade que a fragilidade do fraquíssimo Parnahyba não nos permite traçar qualquer parâmetro com os verdadeiros desafios da temporada, mas foi inegável a melhoria da equipe. Com um companheiro à altura, o futebol de Marcel cresceu; com meias mais produtivos, Kuki voltou a jogar bem, enquanto Felipe, embora a visível má forma física, foi eficiente naquilo que procurou fazer. Esse “quarteto”, de muita técnica e qualidade, tem tudo para deslanchar, e proporcionar muitas alegrias à torcida alvirrubra. Gléguer, seguro e tranqüilo sempre que exigido, é outro que agradou nas poucas oportunidades que teve.

O problema, porém, persiste em outros setores: as laterais, a zaga e a cabeça-de-área. Tenho batido na tecla de que não temos, na ala-direita, jogadores à altura de uma primeira divisão. Sidny e Ivan são frágeis, e costumam deixar muitos espaços na retaguarda, algo que, no futebol moderno, pode ser fatal. Na esquerda, creio que estamos bem servidos: Escalona e Edinho, por tudo aquilo que já demonstraram em outras praças, terão tempo para fazer exibições melhores do que as vistas até aqui. Na defesa, talvez esteja faltando um pouco de entrosamento a Alysson, Índio e Breno – e, pelo que pude observar, Hélio dos Anjos trabalhou exaustivamente os jogadores, no intuito de corrigir as deficiências desse setor. Walker e Luciano fizeram apenas duas partidas juntos, e formaram, indubitavelmente, a melhor dupla de volantes do Náutico nessa temporada – mas não pode deixar de ser observado o fato de que estamos precariamente servidos nesse setor, algo que precisa ser urgentemente reformulado.

Às 16 horas desse domingo, 04 de março, começa, portanto, o segundo turno para o Náutico. E – esperamos – começa a “grande virada” alvirrubra em 2007.

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