Ainda restam 36 minutos

Por: José Gomes Neto

Desta vez, o Náutico não passou no teste aquático realizado em Salgueiro, no Sertão pernambucano. Pelo menos até os 9 minutos do segundo tempo. Isso porque o árbitro Antônio André “decidiu” interromper a partida após receber um “conselho” do quarto árbitro (sic). Como ele não tinha percebido o gramado encharcado, a chuva torrencial e os raios e relâmpagos que ocorriam sem parar, o que impedia a prática de futebol competitivo, profissional mesmo, eis que surgiu uma luz divina e o despertou para uma decisão sensata e eficaz. Agora, esta partida terá prosseguimento no dia 9 de abril, no mesmo local e horário, com as mesmas formações das equipes. E o pior, com os mesmo árbitros!

Bom, pelo menos é esta a versão fictícia defendida pelos atores ligados ao teatro, por sinal muito mal armado – da Federação Pernambucana de Futebol. Porém, os fatos reais transmitidos com imagem e som pela Rede Globo, na noite da quarta-feira (26) foram outros. Conforme vimos na tela, o quarto árbitro chamou Antônio André e o comunicou da decisão superior de interromper o jogo imediatamente. Isso depois de o delegado da partida receber a intimação por telefone. E adivinha quem ligou para o delegado e deu a ordem de interromper? Nem precisa “chover no molhado”, né?!

É inadmissível que não haja autonomia para a arbitragem local decidir justamente aquilo que eles têm que fazer, durante os 90 minutos. Todos sabem, ou deveriam saber, que um juiz de futebol é soberano para tomar a iniciativa de julgar sobre o que ocorre dentro das quatro linhas. De certa forma, até mesmo fora delas. E, se isso não é possível, então que se “importe” árbitros que conheçam os seus atributos para dar seqüência a um jogo de futebol profissional.

Desta vez, a armação ficou mais do que configurada. Esta partida teria que ser interrompida antes de se tirar o centro da segunda etapa. Não precisa nem ser árbitro da Ceaf-PE para compreender isso. Mas parece que existe um direcionamento para beneficiar uma determinada equipe, em detrimento da competição. Não vou declinar ódio nem esbravejar a minha teoria da conspiração. Fica chato e cansativo. Aliás, como os sucessivos e absurdos erros cometidos pela arbitragem pernambucana.

Mas acredito que chegou a hora de haver mais seriedade e profissionalismo no futebol de Pernambuco. Não é de bom grado sermos ridicularizados por causa de pessoas que não estão comprometidas com a lisura de uma competição local. Mas a troca de favores e a tentativa de se agradar ao patrão (o presidente da FPF) que é conselheiro do Sport. Isto é um fato, e não uma especulação.

Chororô – É pau! É pedra! São as águas de março fechando o verão e mudando o rumo do Pernambucano 2008. Pois é, para quem achava que este turno já estava definido, eis que o Serrano tratou de colocar água no chope do Sport (que já anda comemorando o tricampeonato, de forma antecipada). O Jumento provou que um raio cai, sim senhor, duas vezes no mesmo lugar! O Leão que o diga…

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