Arbitragem & goleiro

Por: José Gomes Neto

Futebol é resultado. Isso quase ninguém discute. Mas eu quero acreditar que o Náutico apresentou bem mais do que apenas um futebol competitivo, objetivo, e, é claro, com vários gols diante do Grêmio, em Porto Alegre. Se o time não conseguiu somar um, ou três pontos, ao menos deixou uma boa perspectiva para os cinco jogos finais neste equilibrado e imprevisível Brasileirão 2007.

O fato de ter marcado três gols no time gaúcho, em pleno Olímpico, faz com que a equipe alvirrubra se destaque, em termos ofensivos. Nenhuma equipe conseguiu tal feito, até aqui. Nem mesmo o Boca Juniors, atual campeão da Taça Libertadores da América.

No entanto, diga-se de passagem, não é nenhuma novidade o Náutico saber fazer gols. O Timbu permanece como o segundo melhor ataque da competição, até aqui com 59 gols, em 33 partidas.

Isso sem falar que o vice-artilheiro do campeonato é o meia uruguaio Acosta, que agora tem 18 gols e já é o estrangeiro a marcar o maior número de gols numa edição do brasileiro, desde 1971. Mais uma vez, o Náutico escreve com letras maiúsculas a história do futebol pernambucano, com distinção e pioneirismo. Como sempre!

Agora, o fato lamentável foram as atuações do goleiro Fabiano e do trio de arbitragem, no Olímpico. O primeiro deixou a desejar de maneira decepcionante. A forma como Tuta igualou o placar foi vexatória para o goleiro timbu, que foi encoberto numa jogada totalmente fora de propósito por parte do gremista. Mal colocado e perdido no lance.

Depois, no quarto gol, a bola estava nas suas mãos, quando o atacante gremista se antecipou e fez mais um gol de cabeça na partida. Por sinal, o Grêmio usou a cabeça, literalmente, para vencer o Náutico. O zagueiro Onildo até que mostrou o caminho para os pernambucanos, mas ninguém soube como utilizar o crânio para ganhar dos tricolores dos pampas.

Por sua vez, a arbitragem nociva e tendenciosa não suportou ter que ficar apenas mediando a partida. Num contragolpe fulminante do Timba, Acosta penetrou na área e, após driblar Saja, já ia empurrar para as redes. Mas o apitadorzinho assinalou um impedimento que não existiu. Vale ressaltar que no primeiro gol gremista ele deixou de observar a falta sobre o defensor timbu. Má fé? Mau caratismo?

Não fosse por essas razões, o Náutico teria voltado do Rio Grande do Sul com, no mínimo, com um ponto na bagagem. Mas o fato ocorreu como o fato foi. Resta agora voltar todas as atenções para o Santos, no Caldeirão Alvirrubro. Aquele mesmo time que o Náutico ganhou na Vila Belmiro, por 2 a 1.

Com um futebol aplicado, competitivo, objetivo e com faro de gols, o Náutico tem o dever de ganhar, mais uma vez, da equipe santista. Essa vitória irá tranqüilizar o grupo, pois restarão quatro jogos e mais três pontos para ratificar a permanência do Timba na elite do futebol nacional, em 2008.

Porém, vale salientar que, diferentemente do Náutico, o Peixe jogou no sábado à noite, em casa, e teve um dia a mais para recuperar os atletas. O Náutico iniciou uma maratona no domingo (28), só retornou nesta tarde (29) para o Recife, e jogará nesta quarta-feira (31), à noite, e depois viajará para o Rio de Janeiro, onde pegará o Fluminense, na noite do sábado (3), no Maracanã.

Na minha perspectiva, eu acredito que o Náutico tenha time e futebol para conquistar os seis pontos nas duas rodadas consecutivas. Sem presunções e ufanismos. Apenas com uma análise básica, com o que se passa dentro das quatro linhas. É isso…

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