As duas faces da mesma moeda

Por: José Gomes Neto

Definitivamente, as coisas não andam bem pelas bandas dos Aflitos. Há tempos que o processo da ordem natural saiu dos trilhos, e parece que os dirigentes perderam o senso da realidade. Para ser mais preciso, há seis rodadas que o Náutico “sumiu do mapa” do Brasileirão 2009. O time desandou em campo e hoje sequer sabe fazer gol. A essência básica do futebol. Por ironia, ou coincidência, desde a saída do técnico Waldemar Lemos que o Náutico está vertiginosamente desestruturado. Para piorar o quadro, habita a zona de rebaixamento há duas rodadas.

Entrar em conflito com um ou dois nomes de possíveis culpados por esta situação, para fazer linha com a torcida alvirrubra – no caso aqui a opinião pública em questão – não atende a real necessidade de soerguimento de que o departamento de futebol requer. É preciso repensar o básico e partir para a ação efetiva. Chega de empirismos estúpidos!

A experiência mostra que é preciso mais do que dinheiro no bolso para fazer um time, ou melhor, um grupo competitivo, com responsabilidade e focado naquilo que é o objetivo traçado pela diretoria de futebol do clube. Quando existe algo concreto, esboçado, então fica mais fácil até mesmo para se cobrar dos jogadores. Caso contrário vai se levando o barco a esmo até onde as forças agüentam…

Mas esta postura amadora, no sentido mais pejorativo do termo, tem sido a tônica dos dirigentes que estão à frente do Clube Náutico Capibaribe. É lamentável constatar que não existe planejamento, profissionalismo e espírito vencedor nas hostes alvirrubras. Os fatos são mais palpáveis e falam mais alto do que qualquer brado de protesto, ou até de argumentos questionáveis, falaciosos eu diria.

Não há como negar que a ausência de esmero para com os jogadores que são formados na base, no Centro de Treinamento Wilson Campos, parece não fazer parte dos planos do futebol profissional. Na medida em o clube forma o atleta, e o vê indo embora como se todo aquele esforço de nada valesse, faz com que esta realidade seja duramente criticada.

Não vejo justificativa plausível para preterir um lateral esquerdo como Wellington, quando o time não dispõe de um jogador à altura. Depois, perder um zagueiro como Diego Bispo, e ficar com um sofrível Wagner, ou mesmo Asprilla, que podem ir embora a qualquer proposta leiloeira que surgir, não é admissível para quem quer permanecer na elite do futebol brasileiro.

Pensar grande é uma obrigação para quem pretende ser dirigente de clube grande. Fazer carreirismo político num clube de futebol é a maior moleza para quem não dispõem de visão político-social, mas que deseja tirar proveito pessoal de uma situação coletiva. Se por ventura o Náutico vier a cair para a Série B, quem perderá única e exclusivamente é o clube, seus sócios e torcedores. Isso sem falar na herança maldita que a próxima gestão irá administrar.

Um alvirrubro de verdade não quer ver a desgraça do Náutico. Um alvirrubro de verdade seria profissional e transparente com os episódios políticos-administrativos que ocorrem no cotidiano do clube. Quem quer ver, de fato e de verdade, o bem do futebol de Pernambuco, anseia por mudanças drásticas no atual cenário no qual se encontra o Clube Náutico Capibaribe. O contrário é tudo balela! Tenho dito.

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