Brasil se rende ao futebol do imprevisível Acosta

Por: José Gomes Neto

Magnífico. Habilidoso. Temperamental. Artilheiro. Eis as características que constituem o ser-jogador de futebol Beto Acosta. Entre o grotesco e o magnífico, como diria o radialista Ednaldo Santos, ele se destacou na temporada de 2007 como a maior revelação do Náutico, e por que não, do futebol de Pernambuco.

Desde quando chegou aos Aflitos, “el gringo” agradou pela forma como sabe conduzir a bola até a área adversária. Quando não faz gol, ele participa de maneira direta, com passes precisos para os demais companheiros de equipe que estão melhores colocados. Atualmente, o uruguaio é vice-artilheiro do Brasileirão, com 19 gols marcados, em 29 jogos – Acosta ficou de fora de sete partidas do Náutico.

Já na sua estréia na temporada, o meia mostrou a que veio com um magnífico gol de letra, na goleada do Náutico sobre o Ypiranga por 6 a 0, nos Aflitos, na abertura do returno do Estadual 2007. Na seqüência, diante do Porto, uma expulsão casuística o colocou na berlinda.

Houve quem defendesse punição e até mesmo exclusão do uruguaio do grupo timbu. Logo naquela ocasião, quando o próprio lateral-esquerdo do Gavião do Agreste Piauí (atualmente no Atlético Paraná) o inocentou da jogada fortuita.

Na estréia do Brasileirão, diante do Atlético Mineiro, no Mineirão, novamente Acosta faz história ao abrir o placar. No empate diante do Paraná, num partidaço que acabou com quatro gols para cada lado, no Eládio de Barros Carvalho – o Timba chegou a estar perdendo por 4 a 2 – ele fora expulso por falta de critério do árbitro. O primeiro cartão amarelo foi aplicado por ele ter ido comemorar o gol de empate com a torcida, no alambrado do estádio. Já vi muitos outros fazerem isso durante a competição, e os árbitros nem aí!

Na nona rodada, no clássico diante do Sport, na casa alheia, Acosta fora puxado e cotovelado na área, numa cobrança de escanteio. Mas revidou e acabou expulso. A súmula foi prontamente desmoralizada pelo pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, pois “el gringo” fora absolvido da armação do trio pernambucano.

A certa altura, grande parte dos cronistas locais defendia a exclusão de Acosta do Náutico. O argumento: custo benefício para o clube. Pois bem. As rodadas avançaram e Acosta foi calando a boca de um por um, com grandes apresentações, gols e jogadas espetaculares, até culminar com o grande momento: o seu nome é o ÚNICO a constar na lista dos melhores do Brasileirão, dentre as três equipes nordestinas que estão na Série A.

Candidato a craque do Brasileirão, ao lado do goleiro Rogério Ceni (São Paulo) e do meia-atacante Valdívia (Palmeiras), além de melhor atacante, Acosta valeu todo e qualquer sacrifício feito para que ele permaneça no Clube Náutico Capibaribe! Para desespero de muitos, ele já renovou para a temporada 2008. Independente do resultado desta disputa, Acosta já é história viva do futebol do Náutico, e, por tabela, do Estado!

Parabéns, Acosta! Orgulho para o Náutico! Um representante DE FATO e DE VERDADE do futebol de Pernambuco!

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