Cadê o time de guerreiros

Por: José Gomes Neto

O Náutico parece ter perdido o rumo na Série B 2010. A derrota para o Coritiba denota uma série de dados preocupantes que o técnico Alexandre Gallo e os jogadores terão que se virar para reverter e tirar o Timbu deste atoleiro. Ainda sem um padrão de jogo definido, o Alvirrubro joga como se fosse uma equipe amadora, sem compromisso nenhum com a competição. Isso é muito grave. Não há mais tempo para desculpas. O resultado é o mais importante e não se admite fracassos sucessivos sem uma tomada de iniciativa.

A arbitragem teve lá a sua parcela de culpa e isso é inegável. Quem assistiu ao jogo sabe do que estou falando. Agora, que o treinador tem que assumir a sua parte da incompetência, quando ela existe e insiste, e não o faz, então é aí que mora o grande problema. É preciso haver uma postura mais equilibrada da equipe. Por exemplo: o goleiro Glédson não tem uma saída de bola decente. Falo especificamente da reposição da bola do atleta em jogo. È uma lástima. Ninguém mais consegue enxergar isso!?

Outra coisa: por que o setor de mio de campo é tão vulnerável? O time não consegue trocar três passes seguidos, com consciência. Parece um pega na rua. Não entendo como Gallo realiza tanto treino fechado para nada mostrar nos dias de jogos! Não existe uma jogada ensaiada. Cobrança de bola parada, como escanteio não consta. Os laterais são tão inúteis que nem apóiam e nem marcam. Não cruzam bola na área e só fazem número em campo. Que enganação! Cadê o treinador???

Para piorar, os conselheiros do clube são uns omissos de plantão. Onde habitam essas criaturas? Onde elas estão no momento em que mais o time precisa deles? Tudo o que o Náutico não precisava (e nem merecia) era de um conselho ausente, sem atitude. Estão esperando pela Série C, excelências?

E a torcida, hein? Como irá reagir a este marasmo no qual o grupo de jogadores, membros da comissão técnica e diretoria mergulharam? Desde o dia 8 de abril, data que fora marcada pelo protesto da torcida alvirrubra nas ruas, que houve uma sacudida no moral de todos que compõem o Clube Náutico Capibaribe. Ainda assim, naquela ocasião, parte da crônica esportiva defendia a mesmice. Alguns conformados disseram “que não era necessário uma mobilização”, “não precisava de protesto.”

Pois bem, acho que está mais do que na hora de se mexer com os brios daqueles que ainda podem socorrer o Náutico! Se o torcedor esperar pelo pior, aí é que a debandada será geral. A diretoria de futebol já está restrita a dois ou três “herois”, que, de maneira bracaleônica, está conduzindo aquele departamento.

Caso uma reação não ocorra nas próximas três ou quatro rodadas, seremos mais uma vez, motivo de chacota para a imprensa pernambucana, torcedores rivais e situacionistas oportunistas na política do clube, que só querem fazer o seu efêmero nomezinho em cima de um clube tradicional e centenário. Tenho dito.

Náutico acima de tudo!

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