Começar de novo

Por: José Gomes Neto

E o Brasileirão 2008 começa neste sábado para o Náutico. Depois de ficar na segunda colocação no Campeonato Pernambucano (cheio de trapalhadas e um regulamento “quase-que-perfeito”), e de ser eliminado pelo patético mineiro (Atlético Mineiro) nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, o Timba terá que unir as forças para superar a 15ª posição conquistada a ferro e fogo, na edição anterior. Se no ano passado a manutenção na divisão de elite do futebol nacional foi interessante, nesta temporada a equipe comandada por Roberto Fernandes deixou a desejar. Pelo menos até aqui.

Além de superar a 15ª posição, o Náutico deve pensar em buscar uma vaga na Sul-americana. Sei que é difícil, mas, afinal de contas, o que se conquista com facilidade, tanto na vida quanto no futebol, não tem lá muito sabor, valorização e reconhecimento. Então, não adianta querer antecipar desculpas, pois já ouvi muitas nestes primeiros quatro meses de 2008, seja de dirigentes, membros da comissão técnica e do próprio treinador alvirrubro. Está na hora de reagir!

O fato de se conseguir um aumento na cota de transmissão para trabalhar o restante da temporada (de R$ 3,2 milhões para R$ 5,5 milhões) ainda não dá o respaldo suficiente para manter um nível equivalente de competição com grande parte das equipes que compõem a elite da elite do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão. Mas a não manutenção de um time para a disputa do principal, e do mais difícil campeonato da temporada, pode não apresentar, mais uma vez, o resultado desejado para a campanha em 2008.

Não sei até que ponto a diretoria de futebol estará certa nas suas ações, mas apostar em jogadores que não têm muita experiência em disputar o Brasileirão é, no mínimo, ter muita coragem e ousadia! Prefiro estar enganado, mas a ausência de planejamento não pode ser a máxima num clube de futebol profissional, em pleno século XXI.

Jogar sempre a carga maior nas costas do torcedor, fazendo apelos emocionais, fazendo-os pagar ingressos caros e não tendo em troca o mínimo de conforto (em especial quando as partidas são às 15h, ou 16h) não pode mais ser aceito de forma passiva. Se o torcedor não tem aderido a campanhas é porque algo está errado. E está. Qual é o atrativo que se tem em ser sócio, além de pagar meia-entrada nos jogos do Náutico durante a Série A? Onde anda e o que está elaborando o departamento de marketing do clube?

Todo e qualquer alvirrubro ama o Náutico, mas quem está administrando o clube tem por dever mover os acontecimentos em prol do crescimento do clube. Sábado diante do Goiás, a torcida dará o respaldo para o time jogar. O Caldeirão Alvirrubro será o palco ideal para celebrarmos a primeira vitória em casa, já na estréia. Mas a competição é de pontos corridos e será fundamental também somar pontos fora do Eládio de Barros Carvalho. É rumo à Sul-americana!

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