Das bisonhices e perversidades

Por: José Gomes Neto

Não sei o que é pior: se tolerar os sistemáticos equívocos (tendenciosos) de arbitragens neste Brasileirão 2009, ou a limitação técnica de determinados jogadores do Náutico. Mais uma vez, a equipe não apresentou regularidade e sequer aproveitou o momento em que conseguiu obter superioridade numérica em campo. Ao contrário. Conseguiu levar um gol de contra-ataque minutos depois de Tiago Feltri ter sido expulso por jogada violenta em Ailton. Poucas e competentes finalizações naquela partida, falta de vontade e opções totalmente fora de contexto por parte do novo comandante técnico timbu, Márcio Bittencourt, contribuíram para o Timbu amargar a segunda derrota seguida na Série A.

Aliás, ele terá que trabalhar muito para conquistar os pontos perdidos pelo Náutico nestas duas partidas fora do Recife. O prejuízo de ter acumulado dois revezes, tomado seis gols e não fazer nenhum, ocasionou um saldo negativo de três. Isso sem falar na perda de quatro posições na tabela de classificação, despencando da quinta para a nona colocação. Está na hora de voltar a vencer na competição e o Coritiba será um adversário difícil e qualificado. Por sinal, como quase todos que estão nesta equilibradíssima disputa da Série A.

Apesar de o jogo ser nos Aflitos, será preciso mais do que a força da sua fiel torcida para o Timbu reagir, vencendo e convencendo. O time deve mudar a sua postura acomodada e partir em busca do resultado com a determinação e o espírito de luta demonstrados pelo Atlético Mineiro, na rodada anterior. Um time limitado, mas que trocou de treinador devido aos maus resultados na temporada, e que hoje está na liderança do Brasileirão, ao lado do Internacional. Mais uma vez reforço o fato de que, o ponto de desequilíbrio entre as equipes está exatamente nas péssimas arbitragens apresentadas nesta edição.

Porém, o Náutico não deve esperar pelo apito amigo, pois não é integrante do clube dos 13. O que o Cruzeiro sofreu no Palestra Itália é o exemplo mais do que perfeito de que será disso para pior, daqui por diante. Só espero que dêem uma trégua ao Alvirrubro, até porque o primeiro gol do Grêmio (em impedimento e com o braço), incluindo a expulsão de Vagner contra o Galo, além do gol de abertura dos atleticanos, já extrapolou a cota de tolerância da torcida alvirrubra.

O estranho é ouvir a declaração do vice-presidente de futebol do clube, Ricardo Valois, de que não haverá representação contra o juiz alagoano Francisco alguma coisa pelo prejuízo que ele causou ao time. Só para variar, ele encobriu este fato com o argumento de que “o Náutico só tem uma partida em junho no Recife e precisa do apoio dos torcedores para pagar a folha dos atletas”. Mais uma vez, quem paga a conta pela incompetência alheia é a torcida do Náutico!

A cobrança por parte da direção de futebol tem que haver. Da mesma maneira que da torcida é cobrada a presença no estádio. Aceitar de maneira passiva e inocente o que ocorre fora das quatro linhas é mostrar fragilidade ao extremo, além de pedir para ser garfado, de novo, e continuar a ser objeto de chacota nacional. Simplesmente convoca-se a torcida para assistir a um festival de omissão e falta de empenho para respaldar este apelo…

Ora, vamos acordar enquanto é tempo, pessoal! A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – tão festejada e homenageada por aqui na província, há uma semana -, já escolheu os seus desafetos para serem remanejados à Série B, em 2010. Não vamos nos deixar levar pela ilusão proporcionada por um joguinho da seleção brasileira! Isso já passou e agora é hora de voltar a queimar o filme do futebol do Nordeste, especialmente de Pernambuco.

A história mostra que nada se faz para contribuir para o crescimento técnico dos clubes daqui da região. A federação estadual, em conjunto com a Confederação Brasileira e a máfia dos 13 baniu o próspero Campeonato do Nordeste, em 2003. Isso após duas excelentes jornadas em 2001 e 2002, quando houve relevantes crescimentos técnico-financeiro, com o propósito de garantir o crescimento de torcedores dos clubes do eixo sul-sudeste-minas pelas nossas cidades. Não podemos nos dar ao luxo de vacilar de novo…

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