De 90 em 90 minutos

Por: José Gomes Neto

Entre alívio e preocupações, o caminho futebolístico-administrativo trilhado pelo Clube Náutico Capibaribe parece começar, enfim, a engrenar. No aspecto futebolístico, o time comandado pelo competente Geninho parece ter encontrado um futebol competitivo e capaz de ir além da mera escapada da degola no Brasileirão 2009. Se ainda é cedo para afirmar isso, acredito que seja mais do que fora de questão contratar um futuro superintendente de futebol para o próximo biênio. Nada contra o nome do profissional Marcelo Sangaletti. Que fique bem claro. É apenas uma questão de cautela e visão profissional.

Nem bem o Náutico escapou da famigerada degola na Série A deste ano, a equipe ainda “habita” a zona de rebaixamento, e já se pode observar mais do que planos e propostas para o biênio 2010/2011. O ex-jogador e ídolo Sangaletti – campeão do centenário e bicampeão estadual 2001/2002 – será sempre bem-vindo aos Aflitos. Ponto pacífico. Porém, nunca é demais lembrar que é necessário ao Náutico confirmar a sua permanência na elite para, depois da sucessão presidencial, o futuro presidente eleito ou aclamado, começar a tratar de assuntos relativos à sua gestão e aos respectivos reforços para a temporada seguinte.

Não quero aqui fazer estardalhaço antes do tempo. Até porque estou apenas comentando sobre algo que ainda não aconteceu. Aliás, não sei nem qual a data que está reservada para a eleição presidencial no clube. Mas é preciso lembrar aos desavisados que tudo aponta para uma disputa eleitoral no Alvirrubro, em dezembro próximo. Algo saudável e necessário num regime que pretende alternar poder e dar oxigenação a uma agremiação centenária. Que, hoje em dia, pertence também à massa: o Clube Náutico Capibaribe.

Para quem acha que está tudo um mar de serenidade na sede alvirrubra, quero lembrar o recente protesto contra o atual presidente Maurício Cardoso e a sua seleta diretoria. Este ato acabou por trazer como consequência a formação de um colegiado de futebol, composto por 21 membros. Que não haja enganação para com o sócio ou o torcedor timbu. Uma coisa de cada vez e a seu devido tempo!

Isso sem mencionar que a tal negociação do atacante Gilmar para o futebol europeu, mais precisamente para a França, sequer foi ratificada. Entre dramas, informações controversas e versões de várias naturezas, além de uma série de especulações jornalísticas sem pé nem cabeça, o jogador não sabe ainda se vai cumprir o seu contrato até o final desta temporada no Náutico, ou se a vida profissional lhe espera no velho continente.

É preciso aguardar o desenrolar desta realidade para, depois, afirmar sobre isso ou aquilo. A espera faz parte da profissionalização, ou seja, que os fatos sejam consumados na fonte da realidade existencial. Não adianta querer antecipar os acontecimentos, mesmo que eles apontem para uma tendência assim ou assado.

A experiência mostra que, assim como na vida, o futebol também prefere observar cada jogo como uma decisão. Então, cabe aos jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes voltarem o pensamento e a energia para o próximo adversário: o combalido Fluminense, no Maracanã. Os três pontos são mais do que fundamentais: quase uma obrigação de serem conquistados. No momento, isso sim é o mais importante para o futuro do Náutico.

Saudações alvirrubras!

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