Decepção e equívocos

Por: José Gomes Neto

No futebol existem derrotas e derrotas. Pois bem, o Náutico conseguiu a proeza de perder, em casa, para um time de futebol (?) patético, limitado e com cara de quem precisa melhorar, e muito, para se dizer que aquilo é um time de futebol, na acepção da palavra.

Mas, como se argumenta no mundinho da bola de que “o resultado fala mais alto” (futebol é resultado), então sobrou para a comissão técnica e jogadores alvirrubros responderem, e tentar convencer ao máximo de pessoas quais as razões de o Náutico não ter conseguido reverter o placar, aberto ainda aos 12 minutos de partida do Clássico dos Clássicos.

O técnico Roberto Fernandes errou na escalação da equipe e na estratégia para provar aquilo que tinha argumentado o seu capitão Geraldo, desde o final do primeiro turno: “de que havia perdido esta etapa da competição porque não houve confronto direto contra o Sport”.

Mas, e agora? Mudar o argumento será necessário, pois este já não tem a mesma força (e nem validade). Houve o confronto, veio o revés e com ele o desgaste agravado por causa da segunda derrota seguida no hexagonal. Isso deixou o sonho de conquistar este Pernambucano distante, apesar de matematicamente ainda ser possível.

Se antes afirmei o que disse sobre o adversário, o que dizer do Náutico então, hein? Um time que pressionou bastante na etapa final, mesmo sem poder de criação nenhum no meio-de-campo, mas que não soube concluir as oportunidades e, mais uma vez, proporcionou ao rival comemorar a conquista de três pontos com sabor de título antecipado… Lamentável para uma diretoria que pretendia não repetir os erros cometidos no Pernambucano do ano passado.

Honrar os compromissos faz parte da programação e do profissionalismo, tão apregoado pelas bandas dos Aflitos pelo técnico Roberto Fernandes. Resta saber se daqui para frente, a diretoria vai se preocupar mais com isso do que explorar o torcedor, ao cobrar preço de ingresso inflacionado, e a comissão técnica se concentrarem em um adversário de cada vez!

É torcer e esperar que a lição seja (muito bem) assimilada a tempo de não se repetir os erros anacrônicos, em se tratando de Náutico, durante o Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão 2008. O ajuste no elenco deve acontecer naturalmente e nada melhor do que recuperar o terreno perdido com uma vitória em nível nacional. O que seria a segunda seguida, na atual temporada.

A estréia do Náutico na segunda fase da Copa do Brasil 2008, contra o Juventus/SP, em campo neutro, será uma ótima chance de reverter esta frustração para a torcida timbu. A classificação às oitavas-de-final com apenas um jogo realizado seria de um peso psicológico muito importante para a auto-estima do torcedor, que sempre é exigido e deve retribuir aos amadores de plantão da mesma forma.

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