É o seguinte: Cadê os três pontos

Por: José Gomes Neto

De nada adiantou a minha ausência reflexiva. Mesmo tendo dado um tempo nas opiniões, aqui nesta coluna, para que o Náutico reencontrasse o rumo neste Brasileirão 2009. O meu esforço fora em vão. Amargando a lanterna da competição há quatro rodadas consecutivas, o time comandado pelo técnico Geninho parece não ver a luz no fim do túnel. Já se vão 12 partidas sem vencer. Infelizmente para ele, futebol algo é imediatista e o torcedor trata o resultado como fator principal para o desdobramento de uma realidade. Aliás, não só o torcedor, mas, em especial, a imprensa esportiva também.

O time tem até se esforçado. Algumas melhoras são notórias, outras nem tanto. Mas a vitória não aparece nos Aflitos. Nem mesmo fora do Recife. Alguns atletas ainda não assimilaram que a equipe precisa reagir agora, sob a pena de ficar cumprindo tabela com várias rodadas de antecedência nos jogos da volta da competição para esperar a disputa da Série B, em 2010. A hora de tentar algo é essa! Depois, pode ser tarde demais. Como sempre, eles vão embora e deixam o clube rebaixado e sem perspectivas.

Quanto aos dirigentes alvirrubros… Bom, estes são os culpados diretos pelo momento pelo qual atravessa o Náutico. Não há o que discutir, ou negar. A gestão Maurício Cardoso tem se revelado uma lástima em vários aspectos. Depois de um início de temporada de contratações de qualidades teóricas, o time amargou um vice-campeonato estadual (mais um!), realizou uma decepcionante campanha na Copa do Brasil e hoje é uma realidade “acesa” no Brasileirão. Equívocos acontecem, mas erros crônicos são imperdoáveis! Existe outro termo para isso: incompetência por excelência.

Nem a concepção de um colegiado de futebol, com 21 membros e capitaneado pelo presidente do Conselho Deliberativo do clube, André Campos, até então parece ter surtido o efeito desejável. Pelo menos é o que vejo. Enquanto não tomar uma atitude pertinente, nada se alterará, assim como o Náutico que está estagnado na 20ª posição da tabela. Isso porque existem jogadores que estão no Timbu a passeio, ou seja, sem compromisso, sem profissionalismo, sem futebol e o pior: sem vergonha na cara!

Porém, se formos analisar de maneira fria, idônea, eles não pediram para vir “curtir férias” no Recife. Foram indicados e contratados por irresponsáveis que, sem critério, noção ou conhecimento de causa os trouxeram para ganhar dinheiro fácil e não fazer nada! N-a-d-a, nada! Ora, para perder gols feitos, ser expulso com frequência e dar desculpas esfarrapadas com frases feitas, eu também faço! Quer dizer, não precisa contratar pseudo-profissionais da bola para enganar trouxa! (leia-se, o torcedor do Náutico).

Apesar deste quadro drástico, ainda há solução para o problema. Se as pessoas que comandam o futebol do clube, e os jogadores estiverem centrados no mesmo propósito, o time dará uma reviravolta nesta vexatória situação. Caso contrário é melhor ir estruturando um grupo para a Segundona no próximo ano.

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