Eficácia e evolução

Por: José Gomes Neto

A insofismável recuperação do Náutico no primeiro turno do Pernambucano da Série A1 2008 remete a algumas análises que irei declinar aqui, sem eira nem beira. Basta citar que nesta segunda fase, somente a equipe Timbu ganhou os seus cinco jogos, nos três quadrangulares. A seqüência de vitórias já está em seis partidas consecutivas – sete, se for considerada a melhor estréia na Copa do Brasil 2008 – e não me lembro de nenhuma outra equipe que tenha obtido tal façanha neste estadual.

Também não me lembro de nenhuma referência, citação ou blá-blá-blá em horário nobre que fizesse menção a este feito. Fica aqui o protesto e o registro!

Com o mesmo número de vitórias do que o líder Sport, oito, cada um, a diferença está na quantidade de derrotas: duas contra uma do rival. São 25 pontos conquistados em 11 partidas. Vinte e seis gols marcados e 10 sofridos, o que gera um saldo positivo de 16 tentos. De quebra, o meia Geraldo lidera a artilharia de forma isolada, agora com 10 gols.

Ao analisar estes números, nem se imagina que o Náutico chegou a ocupar a 10ª posição nesta competição, ainda no início (alguém lembra?). O poder de recuperação demonstrado pelo grupo comandado pelo técnico Roberto Fernandes incomoda não apenas aos adversários, mas a muito urubu de plantão que está secando o Náutico desde o ano passado.

Em especial do time apontado por muitos segmentos da crônica esportiva como o favorito ao título estadual deste ano: o mesmo que lidera a competição, desde o começo. Mas o futebol é dinâmico e as estatísticas não têm emissora nem preferência clubística.

Pois bem, após os sucessivos triunfos obtidos pelo Náutico neste começo de temporada, depois de passar por um período de instabilidade e oscilação, o treinador alvirrubro mostrou por quê tirou o time dos Aflitos de um rebaixamento dado como certo, durante o Brasileirão 2007.

Com uma visão que vai além da mesmice que impera nas avaliações e resenhas locais, ele mostrou com quantos atletas se faz um time competitivo e vencedor.

A variação de opções, quebrando o paradigma de futebol com apenas 11 titulares, que alterna as escalações do Náutico de acordo com circunstâncias específicas que envolvem uma partida no século XXI, como esquema de jogo do adversário e das condições (na maioria das vezes inadequadas) dos gramados pelo Estado afora, Fernandes tem se configurado como um profissional que está além desta estagnada realidade do futebol pernambucano.

Suplantar as dificuldades impostas por arbitragens incompetentes, gramados que mais parecem campos minados e análises ingratas e incompletas de desafetos do Timba, e dos profissionais que lá trabalham, não foram, e nem serão suficientes para segurar o ímpeto do Náutico na busca dos seus objetivos nesta temporada.

No derradeiro jogo, contra o Centro Limoeirense, no Caldeirão Alvirrubro, queiram ou não queiram os juízes, todos seremos obrigados a esperar até o apito final que envolve as seis partidas do campeonato. Até lá, ninguém pode afirmar nada sobre quem será o campeão…

Enquanto uns ainda vão estrear na Copa do Brasil, o Náutico já está focado na segunda fase desta competição nacional… Ou você acha que somente o Marília sabe ganhar de 7?

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