Em busca da regularidade perdida

Por: José Gomes Neto

O Náutico e suas incríveis oscilações nesta Série B 2010. É assim que a jornada do Timbu na competição vem se configurando, rodada a rodada. Desde a retomada da competição, após o retumbante fracasso da Seleção Brasileira da inédita Copa do Mundo no continente africano, o Timbu não atingiu um patamar que ofereça segurança, ou confiabilidade, necessárias ao torcedor alvirrubro. Ganhar ou perder faz parte do jogo, mas um time precisa de um padrão de jogo definido. E isso o Náutico ainda não tem.

Apesar dos adversários até contribuírem, com derrotas surpreendentes e inesperadas, o time dos Aflitos não corresponde e corre o sério risco de ver o G-4 cada vez mais distante. A forma bisonha como o Náutico perdeu para o Icasa/CE, no sertão do Cariri cearense, me decepcionou. O acesso à primeira divisão é obrigação, uma vez que a equipe profissional nada conquistou de significativo nesta temporada.

O técnico Alexandre Gallo e sua comissão técnica vêm desenvolvendo um sério e competente trabalho. Isso requer tempo e regularidade. Mas têm no seu encalço uma pressão que emana dos resultados da equipe, nas quatro linhas do gramado. Reconheço a limitação técnica de alguns atletas e a financeira, por parte da diretoria de futebol do clube. Mas a política isolacionista adotada pelos dirigentes é, lamentavelmente, camicase, ou seja, suicida.

Não é o momento de criar arestas, mas apará-las para se poder colher os frutos de uma união legítima, sem rusgas. União em tempo hábil. Ainda há muita disputa a se travar em campo e é possível atingir o tão almejado objetivo: voltar à Série A em 2011. Basta observar a campanha do Náutico até aqui. Ao longo de 15 jogos, conquistou oito vitórias, somou 27 pontos, apesar de ter obtido um pífio saldo negativo de dois gols.

Neste capítulo, aliás, o ataque está em débito. Em 15 partidas marcou somente 22 gols, enquanto o setor defensivo tem amargado o contexto negativo de ter sido vazado por 24 vezes. Uma média alta para quem pretende fazer uma campanha regular e, por conseqüência, subir de divisão. Há de se concertar esta falha, enquanto ainda existe tempo hábil.

Enquanto isso, o departamento de marketing do clube tenta a sua última cartada, em 2010. A meta de 10 mil sócios até que não é difícil de atingir, mas é preciso que os profissionais daquele setor entendam que a ordem natural é o torcedor (público alvo) ser convencido a consumir o produto (campanha do clube). E não o inverso. A inversão de valores leva a uma conclusão equivocada da realidade. Pense nisso.

Retorno – Ao leitor (a) desta coluna, peço desculpas pela minha ausência do setor desde o mês de maio. Depois de resolvidas pendências de ordem pessoal estou de volta ao convívio dos internautas da Nauticonet. Porém, retorno num momento importante para toda a família alvirrubra nos quatro cantos do Brasil e deste planeta que habitamos. Vamos em frente Náutico, e rumo à Série A em 2011. Até a vitória!

Náutico acima de tudo!

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