Enquanto ainda há vida

Por: José Gomes Neto

O sentimento de preocupação para com a sorte do Náutico neste Brasileirão 2009 voltou a fazer parte da minha análise. O que antes parecia estar encaminhado, agora torna-se motivo de apreensão e dúvida quanto. Estou falando especificamente da permanência do Alvirrubro na elite em 2010. Quem quiser enxergar o momento turbulento pelo qual passa o clube, é só olhar para ver: atletas contundidos, suspensos e até mesmo com ausência de qualidade técnica de alguns são gritantes.

A derrota para o Grêmio me incomodou menos pelo resultado, e mais pela forma como a equipe se portou em campo durante os sofríveis 90 minutos. Não vi o goleiro Victor trabalhar tanto como esperava. E muito menos os chutes desferidos pelos alvirrubros is em direção à barra, aquele retângulo branco onde e rede fica e deve estufar para que uma equipe vença a outra.

Mais uma vez, o colegiado de futebol do Timba terá que mostrar, de fato, que é competente e que não está no clube apenas para ganhar notoriedade e dinheiro fácil. O maior objetivo do Náutico, infelizmente, será o de não voltar ao caos do retrocesso, ou seja, não voltar ao limbo da Série B. A tarefa parecia estar bem encaminhada, mas a impressão durou pouco.

A saída do atacante Gilmar para o exterior é algo natural para qualquer clube do Brasil. Faz bem, oxigena e traz dividendos para a agremiação. Agora, o que não considero normal é a falta de atitude para substituir o atleta. Não foi nenhum imprevisto a negociação do jogador. Então, o que incomoda ao torcedor é não ter visto ação profissional por parte dos responsáveis em trabalhar de maneira ágil e competente para não deixar o Náutico perder o rumo na disputa nacional.

O técnico Geninho não externou isso, mas aposto que o seu sentimento passa por esta lógica: se os dirigentes não agirem a tempo, os jogadores vão seguir o mesmo mau exemplo e deixar “a canoa virar”! Não falo das inexplicáveis contraturas musculares que assolaram os Aflitos, mas a contratação de jogadores pífios, sem a mínima condição de vestir a camisa do Náutico numa Série A.

Até entendo que o atacante Márcio Barros não tem culpa de aceitar um bom contrato no clube. Até porque ninguém de bom senso (para não dizer de má fé) contrataria uma coisa daquela para “reforçar” a sua equipe numa competição do nível do Brasileirão. Principalmente depois que ele foi “barrado” da disputa de uma estreante quarta divisão nacional! Tente entender e me explique, se for capaz!

Se não bastasse o nível pífio daquele atacante, o uruguaio Beto Acosta voltou para fazer o que não fez em 2007: tirar até o último centavo do clube. Desta vez, sem jogar bulhufas e ainda com o descarate de não fazer sequer um gol! Não dá pra aguentar tanta bisonhice e ficar calado, né, senhores do colegiado alvirrubro!?!

Espera-se que se dê um basta nestas e noutras situações absurdas que veem ocorrendo no clube ao longo desta gestão, e que o Náutico passe de uma enfermaria alternativa para um time de verdade, competitivo, que saiba jogar uma modalidade esportiva conhecida por futebol. Os desmandos administrativos no clube estão chegando a um ponto que, se assim continuar, vamos precisar de um “zé do gás” para tomar as providências cabíveis…

Tenho dito.

Saudações alvirrubras!

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