Estabilidade e trabalho árduo

Por: José Gomes Neto

A máquina de fazer gols está cada vez mais próxima da permanência na Série A, em 2008. Com os quatro que fez no América de Natal, o Náutico segue como o segundo melhor ataque do Brasileirão 2007. São 65 gols, em 36 partidas. O Cruzeiro lidera este item, com 71. Além disso, o Timba é o time que mais finalizou (519 vezes) e usou a cabeça (65 cabeçadas para o gol). Afinal, essa foi a quinta goleada que o Náutico aplicou na competição.

Por sinal, após 36 rodadas no campeonato, o Timbu respira mais aliviado, em relação à questão do retorno à zona de rebaixamento. Mesmo com a goleada sobre o Dragão Potiguar, o time não deixou a 15ª posição, mas agora tem 46 pontos e 13 vitórias. Isso sem contar o saldo positivo de quatro gols.

De forma mais displicente, e que não é a ideal, ao Náutico resta esperar por tropeços de Goiás (17º) e Paraná (18º), respectivamente, na próxima rodada, para então ratificar a condição de permanência na elite do futebol nacional, no ano que vem. O time goiano tem 42 pontos (12 vitórias), enquanto o paranista soma 41 (11 vitórias).

Já o Corinthians teria que perder para o Vasco para que essa configuração ocorresse por completo.

Porém, esse não é nem de longe o papel de uma equipe que ainda aspira a uma vaga na competição Sulamericana. Por coincidência, o confronto diante do Figueirense, no Orlando Scarpelli, dia 25, em Florianópolis, decidirá quem seguirá na briga. O time catarinense tem 49 pontos e 13 vitórias, portanto, um triunfo alvirrubro e o Náutico se igualará em pontos ganhos, e ultrapassará o Figueira devido ao número de vitórias (14 contra 13).

Por sinal, este jogo terá um sabor especial para o torcedor timbu. Na partida da volta, lá mesmo, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil 2007, o Náutico chegou a marcar quatro gols naquela equipe, mas o árbitro Heber Roberto Lopes invalidou a todos.

Por causa disso, o time pernambucano ficou alijado de seguir adiante naquela competição, enquanto o Figueira amargou a perda do título nacional para o Fluminense, em casa.

Pois bem, agora chegou o momento de provar que aquilo não fora um acaso, e que o Náutico permanece firme no propósito de somar o máximo de pontos possível nestas duas rodadas finais, ou seja, os seis pontos.

Sei que o Figueirense cresceu muito nesta reta de chegada, mas esse filme quem primeiro protagonizou foi o Náutico. O fato de a equipe catarinense ter buscado um empate contra o Vasco, depois de estar perdendo por 3 a 0, não é motivo para assustar aos jogadores alvirrubros.

Primeiro porque o Vasco já não é mais uma referência segura para aferir qualidade e competitividade. Quem quiser apostar que o Corinthians vai ganhar do time de Eurico Miranda, no Pacaembu, faça sua aposta! Depois porque o Náutico não está mais sob a pressão e a necessidade de ter que ganhar a todo custo – como a situação calamitosa da Santa Cruz, por exemplo – apesar de ser de outra divisão: a Série B.

Em mais um momento decisivo, o grupo ganha o “reforço” de mais quatro atletas, que estavam cumprindo suspensão: o zagueiro Vagner, o volante Radamés, o meia Marcelo Silva e o atacante Marcelinho.

No mais, caberá ao técnico Roberto Fernandes decidir pela melhor formação para ganhar a “saideira” fora do Caldeirão Alvirrubro.

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