Faltou aquele detalhe

Por: José Gomes Neto

O Náutico tentou de tudo, e como pôde, mas não conseguiu vencer o Porto, no Caldeirão Alvirrubro. Pressionou, atacou, bombardeou a barra do goleiro Marquinhos, que por sinal se configurou como o melhor jogador do adversário em campo. Mas o futebol tem dessas coisas. Nem sempre quem joga melhor, ganha. E assim foi a característica deste confronto, quando o Timbu era só ataque, contra um Gavião que, por raras vezes, contra-golpeava.

Nos primeiros 45 minutos, a superioridade técnica do Náutico me levou a crer quer a vitória seria uma questão de tempo. A falsa impressão ia se esvaindo a cada chance desperdiçada, a cada bola jogada interceptada pelos caruaruenses, que fizeram das tripas coração para impedir o pior. Mesmo com um jogador a menos, desde os 35 minutos da etapa inicial, não houve competência suficiente para os donos da casa furarem o bloqueio do tricolor interiorano.

Se bem que houve duas situações em que não existe explicação lógica. A primeira quando houve um bate-rebate dentro da área do Porto. A bola chegou a bater no peito do goleiro Marquinhos, na trave e não entrou. A segunda foi uma sobra que Felipe dominou, quase na pequena área, mas não soube como colocar a pelota para as redes. Lamentável. Como diria o ex-treinador da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira: “O gol é um detalhe.”

Porém, não se pode ficar dando desculpas sem consistência por não ter vencido, e permanecido na vice-liderança do primeiro turno. A perda destes dois pontos implicou na queda para a quarta colocação e uma desvantagem de três pontos para o líder da competição. Não se deve vacilar em partidas em casa, mas, por outro lado, é bom que isso aconteça agora.

Os erros devem ser corrigidos a tempo, e os jogadores devem ser testados e avaliados pelas suas capacidades técnicas. Claro que muito pesa a falta de ritmo de jogo e o evidente desentrosamento da equipe. Não é aceitável que um lateral como Alessandro não acerte mais do que erre, em especial nos cruzamentos! Outro disparate é o meia Otacílio. Este jogador, além de receber salário, veio fazer o quê no grupo, hein? Geraldo é o único que está correndo no setor e não pode fazer a função por todos. Abre o olho, treinador Roberto Fernandes! Coloque o grupo para treinar mais finalizações!

Por fim, a pergunta que não quer calar: quando o volante Ticão estará regularizado?

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