Fé nos três pontos

Por: José Gomes Neto

Doze jogos e um destino. Eis o caminho onde o Náutico irá traçar o seu destino no Brasileirão 2009. Se o Timbu consegue continuar fora da zona de rebaixamento, ou se afunda de vez entre os piores. Como desfecho desfavorável, o retorno ao purgatório da Série B em 2010. Bom, estas opções só o time alvirrubro dirá qual será a questão da vez. Ainda resta muita esperança, mas a depender do nível do futebol sofrível apresentado diante do Coritiba, começo a temer pelo pior. Não quero bancar o derrotista, mas daí a ser um alienado ufanista, também não vou apelar para este expediente.

A realidade é fria como os números (que não mentem, apesar de serem manipuláveis), e não adianta mais desculpas e conselhos inócuos. Ou o Náutico muda de atitude dentro de campo, ou não vai conseguir escapar do que já faz há dois anos quando o assunto é campeonato brasileiro da Série A, isto é, fugir de degola! Haja mediocridade!

Desde que o técnico Geninho assumiu o comando do Náutico que ele não pôde escalar a mesma formação, em duas partidas seguidas. Tais problemas já foram repetidas vezes citados aqui mesmo nesta coluna – por sinal, não aguento mais falar no assunto. Porém, não há tempo hábil nem útil para lamentar. Este problema não é privilégio do Timbu e faz parte das circunstâncias que envolvem os demais clubes na competição.

Mesmo assim, a equipe apresentou uma evolução promissora. Se não muito consistente, ao menos capaz de deixar o time de fora do grupo dos quatro piores há quatro rodadas. O grande xis da questão começa a me preocupar porque o limite dos erros expirou. Em Português mais claro: caso o Náutico não vença o São Paulo, só lhe restará o amargo regresso à zona famigerada. Se apelações!

Não se pode admitir que o time “apague” em campo, em termos ofensivos, como houve contra os paranaenses. A proposta tática de não ser agressivo, buscar o gol a todo custo, propicia ao adversário jogar numa pressão sem limites. E quando a competência falha… Esperar que as rodadas sejam todas a seu favor é pedir demais para um time que está somando pontos de menos. Chega de inércia!

Não defendo aqui o desespero total, mas ter que vencer um adversário qualificado como o tricolor paulista não parece ser tarefa das mais fáceis, apesar de ser obrigação de sobrevivência. É bem verdade que cada partida tem a sua história e que o Náutico tem realizado jogos memoráveis diante de adversários com as características são-paulinas.

Analisando por esta ótica, ou ângulo de perspectiva, espero que os jogadores alvirrubros estejam em sintonia com esta premissa, tomem atitude e ganhem a partida. Para alívio da torcida. Pelo bem do clube.

Saudações alvirrubras!

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