Gangorra do amadorismo

Por: José Gomes Neto

A minha preocupação com a formação do time do Náutico ainda permanece. Não é admissível que, em plena metade do mês de março, ou seja, com mais de dois meese de iniciada a temporada, a equipe comandada pelo técnico Gallo não apresenta uma cara, não tem personalidade formada e muito menos um nível compatível de competitividade. Com este perfil amplamente desfavorável, o Náutico terá que suar muito a camisa para se classificar entre os finalistas do campeonato pernambucano 2010.

Sem um futebol regular e com dificuldade para sustentar resultado até mesmo com um dos piores times do estadual, o Sete de Garanhuns, será preciso ao torcedor alvirrubro apelar para os deuses do futebol. Não gostaria de expor minha opinião, mas a lamentável conclusão a qual chego é de que a jornada timbu em busca do título pernambucano será repleta de dificuldades além das previsíveis. Quase um feito.

Antes de o Náutico estrear na Copa do Brasil 2010, eu achava que o time estaria formado. Puro engano. No Pernambucano já se foram 15 rodadas e apenas em duas delas o time timbu pôde ser repetido. A ausência de um planejamento da diretoria de futebol reflete-se dentro das quatro linhas e o estorvo é esse que temos que engolir.

Até a realização da inter-temporada, a partir de junho, com o início da Copa do Mundo da África do Sul, o sofrimento será a tônica alvirrubra. No momento, o legado desagradável tem que ser administrado pelo treinador e sua comissão técnica: a falta de tempo hábil para realizar treinamentos.

Sem poder corrigir os constantes erros apresentados pelo sistema defensivo, jogo após jogo, as falhas no posicionamento e na falta de cobertura impressionam negativamente. Setores como meio-campo e defesa não têm uma consistência e isso desestabiliza toda a equipe. Com isso, o Náutico não tem a tranquilidade necessária para vencer sequer uma partida, a não ser na base do sufoco.

Porém, não adianta ficar lamentando enquanto os concorrentes trabalham e ganham confiança e entrosamento na busca pelo troféu maior do futebol estadual. A solução é encarar os desafios como se fossem a última oportunidade de conquistar algo significativo nas carreiras de jogadores, diretores e comissão técnica.

Futebol não tem lógica, mas visão profissional, como formação de atletas e compromisso com os resultados exigem mais do que meros cidadãos esforçados no comando administrativo de um clube sócio-esportivo da envergadura do Clube Náutico Capibaribe. Chega de improvisação!

Saudações alvirrubras!

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