Muita balela para pouco futebol

Por: José Gomes Neto

Até parecia que o Náutico iria quebrar a invencibilidade do Sport e se manter vivo na competição. Mas a ilusão não durou muito tempo. Com um futebol burocrático, capenga e sem competência nas finalizações, o time alvirrubro conseguiu a façanha de perder um jogo para o invictamente limitado time adversário. Não sou favorável às frases feitas, mas, nesse jogo, prevaleceu o quem não faz três, leva dois e perde!

É impossível não deixar de reconhecer a limitação técnica e cerebral do Náutico. Uma defesa irregular, laterais inoperantes, meias sem muitas articulações e atacantes omissos. Por sinal, cadê o ataque arrasador, hein? Só funciona contra time intermediário e pequeno dentro dos Aflitos, é?! Isso é muito pouco. Caí na real!

O fato é que a diretoria terá que agir com inteligência a partir de agora. A fase de experiências acabou com a perda precoce de um título Estadual. Caso contrário, o Náutico entrará numa competição como o Brasileirão 2007 fadado a fazer PIOR do que a campanha do Santa Cruz, ano passado. E olhe que foram 24 derrotas em 38 jogos! Ainda há tempo de reformular o elenco e buscar a reabilitação do que fora o fiasco neste Pernambucano.

Esquecendo a apresentação razoável e a campanha deprimente do Náutico no Clássico dos Clássicos, agora é manter a cabeça no lugar e voltar as atenções para a Copa do Brasil 2007. Na noite desta quarta-feira (4) tem decisão contra o Paysandu no Eládio de Barros Carvalho. O Timba precisa ganhar por dois gols de diferença e um vacilo colocará muito mais coisa a perder.

É preciso a torcida e a diretoria entender que esse jogo diante do time paraense é de crucial importância estratégica. Primeiro porque é a hora de recuperar o vácuo financeiro com a prévia eliminação do Estadual (as partidas contra Central e Vera Cruz estão altamente comprometidas). A hora de se reabilitar de um fracasso num clássico é a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Brasil.

O ponto a seguir é o adversário já classificado para as oitavas-de-final: o Corinthians. Independente de onde seja a primeira partida, que será decidida em sorteio realizado pela CBF, com certeza é sinônimo de casa cheia nesse confronto. Em especial se o primeiro jogo for no Recife – e torço por isso.

Então, é necessário que todos ergam as cabeças, olhem para um horizonte de perspectivas, mas o planejamento deve ser com os pés no chão. Existem alguns nomes de jogadores que serão contratados, e outros que, naturalmente, serão dispensados. Gerar clima de especulações é pior e o melhor seria adiantar logo esse processo.

Quanto à rivalidade, bem, no mínimo o Náutico enfrentará o Sport por mais duas ocasiões neste temporada, durante o Brasileirão. Isso se os dois pernambucanos não se pegarem nas finais da Copa do Brasil. Possibilidade que poderá ocorrer, no caso de ambos chegarem até a última fase dessa competição nacional. Até lá, espera-se que o Timbu se prepare com dignidade para poder vingar os dois revezes sofridos até aqui.

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