Náutico: entre perdas e ganhos, a oscilação continua

Por: José Gomes Neto

A surpreendente derrota para o Porto me deixou bastante preocupado com a oscilação que o Náutico ainda apresenta. A forma como a equipe se portou, no Antônio Inácio, não me agradou e até mesmo confesso estar decepcionado com o resultado. Em minha opinião, a perda dos três pontos, da liderança do segundo turno e ainda do meia Acosta, expulso contra o Gavião do Agreste, e a saída do técnico Hélio dos Anjos foram as baixas da passagem pelo Agreste.

Acredito que as forças das circunstâncias tenham deixado o ex-treinador Hélio dos Anjos com uma clareza de decisão na quinta-feira (8), quando anunciou que aceitou a proposta de ir trabalhar no Oriente Médio por ser mais rentável e melhor, profissionalmente. Mas isso já é questão pessoal dele. Boa sorte!

Quanto ao Náutico, que é o que me importa, alguns jogadores precisam ter mais espírito de competitividade, e até mesmo uma maior responsabilidade profissional. O futebol limitado de Escalona, a inércia de Walker, a precipitação de Sidny e a inoperância do atacante Felipe, em termos de finalização, emperraram a equipe, que ficou a ver o Porto passar como se fora uma equipe que está no páreo para conquistar o segundo turno.

O fato é que o Porto, dificilmente, deve ganhar de mais alguém. O Náutico conseguiu perder de um time inexperiente, cheio de meninos dispostos a mostrar serviço, mas que não deve ir muito longe na competição. Isso sem falar que o Porto vinha de duas goleadas por 4×0. Paciência…

Em suma, o Timbu não parecia ser aquele time impetuoso do segundo tempo da goleada por 6 a 0 aplicada no Ypiranga, na rodada de estréia do returno. A frouxidão na marcação, os passes errados e as divididas perdidas irritaram-me profundamente. Nas poucas vezes em que o time do Porto chegou, concluiu com competência, graças à facilidade encontrada para se chegar à área alvirrubra.

É preciso uma mudança de paradigma urgente no Náutico. Vamos para a 12ª partida do Campeonato Pernambucano e ainda não vejo condições de afirmar que possamos chegar à conquista desta etapa, e provocar uma decisão contra o arqui-rival, que é finalista.

O anúncio da contratação do técnico Paulo César Gusmão, nesta sexta-feira (9) me deixa na incógnita perspectiva de que o time possa reencontrar uma regularidade. Além do Estadual, no dia 21 (uma quarta-feira), o Náutico voltas as atenções à Copa do Brasil 2007. Desta vez, o jogo de ida da segunda rodada, contra o Paysandu, no Mangueirão, em Belém do Pará.

Não se pode perder o foco nos Aflitos. Nem em termos de assuntos administrativos, e muito menos quanto à parte técnica, pois o Náutico não terá muito tempo para desperdiçar quando começar a disputa da principal competição da temporada, que é o Brasileirão.

Até lá é trabalhar para conseguir a reabilitação diante do Serrano, em Serra Talhada. O Jumento deu coice no Santa Cruz, em pleno Arruda.

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