No caminho das vitórias

Por: José Gomes Neto

Reencontrou um futebol competitivo aliado ao bom desempenho tático dos jogadores. Eis o patamar que o Náutico atingiu nas últimas três rodadas do Brasileirão 2009. A ascensão do Timbu é brindada com a conquista de sete dos nove pontos disputados. Essas três partidas trouxeram boas perspectivas para a torcida, que acompanhou a reação do seu time contra adversários qualificados em estádios diferentes. As dificuldades ainda persistem (e insistem), mas o técnico Geninho mostra que, com trabalho, competência e qualificação do elenco, os objetivos parecem mais evidentes de serem alcançados.

Apesar de a equipe ainda permanecer na zona de rebaixamento, após 18 jogos, existe uma real possibilidade de reação para que o Náutico, enfim, possa vislumbrar algo além de somente brigar para fugir da degola. Ainda é cedo para cálculos precisos para se chegar a este objetivo. Porém, a única certeza que se tem no momento é de que o time precisa dar sequência aos resultados positivos. Jogue um futebol primoroso ou não.

Isso porque o treinador alvirrubro não conseguiu repetir a formação da sua equipe, desde que assumiu o comando do Náutico. Esta é uma dificuldade contundente, que atrapalha qualquer técnico. Até mesmo aqueles onde os times já estão formados, e com perspectiva de buscar vaga na Libertadores, ou o título da competição. Mesmo assim, o empenho dos atletas parece estar confluindo com o momento de esforço conjunto. Não citei a torcida porque este elo da corrente nunca deixou de fazer a sua parte, por sinal, sempre bastante elogiável.

Afora alguns contra tempos como perda de mando de campo, expulsões repetitivas e até mesmo antidoping, os demais problemas são inerentes ao cotidiano do futebol. É preciso haver mais responsabilidade por parte de alguns atletas, que insistem em continuar dispersos, vacilantes e até mesmo infantis. Não dá para continuar a cometer erros destemperados e inconsequentes. E aí é que entra o colegiado de futebol do clube, com atitudes que impeçam esta repetição de absurdos. Caso contrário a situação pode ficar irreversível.

No mais, a equipe tem reconquistado o equilíbrio psicológico e futebolístico para reagir a tempo de não entrar em rota de desespero, quando geralmente a pressão fica acima do suportável. A experiência mostra que, com salários em dia, comprometimento de todos os segmentos envolvidos, competência técnica e vontade de vencer, o Náutico pode começar a pensar grande, ainda nesta edição da Série A.

No entanto, é preciso focar o próximo adversário com a máxima responsabilidade. O Avaí está respaldado na sua extraordinária recuperação dentro da competição. Assim como o Náutico, o clube catarinense esteve na lanterna, onde viu literalmente os seus concorrentes de baixo pra cima. Mas hoje já incomoda a muito candidato a título no G-4. Após uma boa sequência sem perder, chegou a hora de o Náutico pedir passagem para também brilhar neste Brasileirão.

Pelos meus cálculos, o Timbu teria que alavancar “a campanha dos nove pontos”. Ganhou de Corinthians e Santo André. Agora, precisa manter o prumo e continuar a somar o máximo possível para cumprir a primeira metade do campeonato fora da área de descenso. É continuar de cabeça erguida e com o pensamento na vitória.

Saudações alvirrubras!

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