OH! Vamos mudar Náutico! Vamos mudar Náutico

Por: José Gomes Neto

Decepção. Se posso resumir em uma palavra o meu sentimento sobre a surreal campanha do Náutico neste segundo turno do Campeonato Pernambucano da Séria A1 2007, eis a mais apropriada. Não entendo como a equipe degringolou desde a segunda rodada, quando perdeu para o incógnito Porto por 4 a 3, no Antônio Inácio. A saída do técnico Hélio dos Anjos parece que tomou proporções maiores do que op normal. Ao menos é o que penso sobre o que deva ter ocorrido no âmbito dos jogadores alvirrubros.

Não estive em Serra Talhada, nem assisti aos lances da partida, mas o que ouvi de alguns cronistas esportivos que acompanharam ao jogo foi que o futebol apresentado pelo Timbu contra o Serrano esteve pior do que o da estréia na competição, ainda no dia 14 de janeiro. Naquela ocasião, o agora “extinto” Ypiranga ganhou por 2 a 1 de um costurado Náutico.

Enfim, quando tudo parecia estar se alinhavando para que o Náutico se tornasse um time competitivo, com espírito de luta e entrosamento ideais nesta temporada, a desilusão veio como uma pancada súbita na cabeça dos incrédulos torcedores alvirrubros: duas derrotas no Interior e a possível conquista do returno já está por um fio. Sem rodeios, o Alvirrubro não depende apenas das próprias forças. Além de ter que vencer todos os seis jogos que restam (e essa pode até ser a parte mais difícil) terá que torcer por combinações de resultados.

Bom, o que importa é que ainda resta uma esperança. Com a chegada do técnico Paulo César Gusmão, e o resultado da reunião da diretoria alvirrubra, que deve anunciar a dispensa de três a quatro atletas nesta segunda-feira (12), a meta é organizar o time para o decorrer da temporada, mas será necessário centralizar as energias para a disputa caça-níquel do momento: a Copa do Brasil 2007.

As falhas apresentadas pelo time desde a vitória por 2 a 1 sobre o Parnahyba/PI, na estréia na Copa do Brasil, no Interior piauiense, e repetidas nas goleadas por 6 a 0, na partida da volta, e também no Ypiranga, este último na estréia do segundo turno, vieram à tona nas partidas contra Porto e Serrano. E olhe que o nível técnico dessas equipes não se compara nem de “Londres” ao das equipes que o Náutico vai encarar no Brasileirão.

Já não era sem tempo de se tomar providências drásticas. Não quero continuar a ouvir de dirigentes que o “erro fora provocado devido à grande quantidade de contratações”, como afirmou em entrevistas a rádios locais o diretor Marcílio Sales, em nome do colegiado timbu. O Náutico está na Primeira Divisão e, por essa razão, a diretoria não tem o direito de fazer a pior temporada da década!

Que fique aqui o registro da minha indignação e o alerta para que a equipe não ultrapasse o fiasco que foi a breve passagem do Santa Cruz no Brasileirão do ano passado. Chega de recordes e surpresas negativas!!!

Por fim, o Náutico tem como obrigação se classificar à terceira etapa sim, da Copa do Brasil. Com todo respeito ao Paysandu, mas não me interessa a tradição daquela equipe paranaense, nem isso nem aquilo. Essa é uma perspectiva que resgatará as rendas perdidas do Estadual, devido á obvia má campanha neste returno..

Na medida em que o Náutico for progredindo nessa competição nacional, as cotas financeiras vão ficando cada vez mais atrativas. Isso sem falar nas rendas dos jogos a partir das oitavas-de-final, justamente da terceira fase em diante.

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