Reabilitação e síndrome

Por: José Gomes Neto

Agora, sim. Isso é o que chamo de reabilitação em grande estilo. Sapecar uma sonora goleada por 5 a 2 no ex-invicto Serrano e voltar a se aproximar dos primeiros colocados do primeiro turno foi providencial ao Náutico. O Alvirrubro segue respirando com os próprios pulmões e ainda continua firme na briga pelo título da primeira fatia do Pernambucano da Série A1 2008.

As estréias de Marcelinho, Fábio Silva e Helton me agradaram e acho que estes atletas têm como contribuir para a evolução da equipe, ao longo da competição. Destaque para o prata da casa Helton, que fez uma brilhante exibição e contribuiu para o Náutico ganhar, com propriedade do qualificado adversário sertanejo (¡pero no mucho!). Além dele, fico com a disposição (e os gols) do meia Geraldo. O maestro alvirrubro está com um fôlego de campeão! Haja disposição…

Outro ponto de destaque foi o reencontro do velho-novo artilheiro do Timba com a emoção de balançar as redes com o pavilhão único das seis estrelas. De tanto lutar, Kuki foi brindado com o gol derradeiro do chocolate timbu pra cima do jumento – que acabou domesticado. Por sinal, o bichinho ficou mansinho, mansinho, no calor do Caldeirão Alvirrubro.

Porém, nem tudo está no ápice da perfeição. Existem falhas persistentes no sistema defensivo e as respostas cansativas do técnico Roberto Fernandes estão começando a soar como desculpas esfarrapadas. Calma. Explico.

Tenho ciência de que ele não pôde escalar o primeiro volante (Ticão cumpriu a suspensão automática) e teve que adaptar Everaldo na lateral esquerda, no decorrer da partida, no lugar do inexpressivo Alessandro (pense num jogador que sabe como irritar a torcida!). Tales correu tanto (?) que acabou saindo de campo com câimbras. Mas o que estou questionando é o preparo físico de alguns jogadores. Alô Guilherme Ferreira! Aquele abraço!

Afinal de contas, por que o Náutico tem sofrido da síndrome do segundo tempo? Por duas ocasiões, especificamente em duas partidas nos Aflitos, o time se deixou pressionar pelos adversários. Na primeira houve um sufoco configurado, contra o Centro Limoeirense. Já nesta última ficou no quase, pois a diferença não caiu para um gol, e o quinto foi assinalado ao apagar das luzes.

Sei que não repetir a formação de uma partida para outra leva a este tipo de situação. Mas o problema então é a falta de qualidade técnica dos atletas. Só pode ser!? Qual é a razão de existir de um grupo? Abre o olho, diretoria, ainda está em tempo!

Infiltrados – Pode soar preconceituoso, mas não o é. A maioria absoluta daqueles elementos que estiveram compartilhando o espaço com a torcida do Náutico, nas arquibancadas, não eram (e nunca foram) alvirrubros. Quem freqüenta os jogos do Timba, no Caldeirão, conhece muito bem o perfil do torcedor que ali está.

Estranhamente, eles tinham as cabeças tingidas de amarelo (marca registrada de grande parte dos membros de uma certa torcida organizada cujas cores são amarelo, vermelho e preto) e não tinham uma peça de roupa sequer com as cores do Náutico. A idéia foi a de (tentar) contaminar a exemplar torcida alvirrubra. Colocando-a no mesmo nível das demais do Recife.

Grande parte da culpa deste fato é do Programa Todos com a Nota. Os ingressos, como sempre e só para variar, são vendidos sistematicamente por cambistas nas imediações do Eládio de Barros Carvalho, em todos os jogos, sem exceção! Só quem “não sabe”, e “não vê”, é a imprensa esportiva e a Polícia Militar!

Seria interessante a diretoria separar quem paga ingresso de quem entra “de graça”, pois aquela bandalheira espanta o torcedor que é pagante. Seja ele sócio ou mesmo arquibaldo. Tenho dito.

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