Resistência e persistência alvirrubra

Por: José Gomes Neto

Firme e forte. Assim posso denominar a situação do Náutico, em relação à luta pela conquista do título do hexagonal. Depois de golear o Jumento por 5 a 1, no Caldeirão Alvirrubro, o Timbu está mais do que no páreo por uma vaga nas finais do Pernambucano 2008. Com quatro partidas a disputar, dentre elas o confronto direto com o líder Sport, na última rodada, além do complemento daqueles 36 minutos diante do Salgueiro, o time alvirrubro precisa ganhar todas para não depender de combinações de resultados.

Se hoje a diferença para o primeiro colocado é de quatro pontos – isso porque a partida contra o Salgueiro ainda não teve desfecho – a diferença já esteve maior, ou seja, de seis pontos. Pode não significar muito, mas, num turno curto, com dez jogos, abrir seis pontos é praticamente garantir a conquista antecipada. Praticamente, mas não efetivamente.

O futebol apresenta episódios que a própria razão desconhece. É importante lembrar que no primeiro turno, a diferença entre Sport e Náutico chegou a ser de sete pontos. No final, os leoninos levaram a melhor com apenas um ponto de vantagem. Ao todo foram disputadas 12 partidas e não houve os confrontos diretos.

Por sinal, este detalhe pesou desfavorável ao Náutico logo na terceira rodada desta etapa. O fato de ter perdido para o Ypiranga antes, num jogo onde houve atletas poupados e subestimação ao adversário, e depois a derrota para o próprio líder do hexagonal, gerou um clima desfavorável nos Aflitos. Um princípio de desestabilização tomou conta da comissão técnica e dos jogadores, acirradas pelos maus resultados contabilizados pelo Timba, por três partidas seguidas, sendo o último revés da série negativa contra o Juventus, pela Copa do Brasil.

Porém, quando o Náutico emplacou a série de nove partidas com vitórias, não houve uma repercussão à altura. Até porque o próprio Sport só conseguiu chegar a sete vitórias seguidas, nesta temporada. Certos setores da imprensa, só para variar, querem incutir ao torcedor alvirrubro “que o time é caseiro e só vence no Recife.” Mas aí vai uma perguntinha chata: quais foram mesmo os dois últimos resultados do Leão fora da Ilha, hein?

Pois bem, mais uma vez, o Náutico vai precisar enfrentar o time de Santa Cruz do Capibaribe. Desta vez em casa e, assim como na ocasião anterior, precisará vencer para permanecer com chances de conquistar o título do segundo turno. É certo que o jogo será no próximo domingo (6), no Eládio de Barros Carvalho. E incentivo é o que não faltará a este confronto, pois se trata de revanche do jogo de ida, e será véspera de aniversário de 107 anos do Clube Náutico Capibaribe – que serão completados no glorioso dia seguinte, 7 de abril.

Voltar a depender das próprias forças para levantar um título é bem mais fácil do que o contrário. Em especial num momento em que o elenco volta a contar com todos os atletas inscritos para o Estadual. O retorno do atacante Felipe reforça um setor que está bem servido. Isso sem falar do maestro Geraldo, ausente por dois jogos seguidos.

Operação Juventus – Não há outra saída. Como tem por obrigação não apenas vencer o Juventus, mas golear a equipe paulista por três gols de diferença, para conquistar a vaga de forma direta, o Náutico terá que ser avassalador desde o primeiro minuto. Aliás, como fora diante do Serrano, antes mesmo do minuto inicial será de extrema conveniência balançar as redes do Moleque Travesso.

Porém, o Timba terá 90 minutos para eliminar o Juventus e seguir adiante na Copa do Brasil. É a torcida chegar junto, ter paciência e ajudar o time a ganhar de um adversário tinhoso, brigão, mas que não possui o mesmo nível técnico e qualidade individual dos atletas timbus. Eles têm a vantagem de não “precisar” sair para o jogo, pois venceram por 2 a 0. Mas o Náutico deve dar as boas-vindas com um futebol competitivo, aplicado e eficiente. É assim que se prova que é o melhor, dentro das quatro linhas.

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