Sem dó nem piedade

Por: José Gomes Neto

E o Náutico ganhou mais uma no Brasileirão 2007. Não falo apenas da segunda vitória conquistada diante do Corinthians nesta edição do campeonato brasileiro, mas sim da quinta seguida no Eládio de Barros Carvalho. Ou melhor, no Caldeirão Alvirrubro. O resultado, confesso, já era esperado. Mas a maneira como ele se desenhou, ah, essa nem eu poderia imaginar tanta crueldade e competência da parte do time de melhor campanha no returno. Ao menos em Pernambuco.

Quem imaginaria que depois de quase 90 minutos de muita persistência, e inúmeras chances de gols desperdiçadas, a vitória viria numa penalidade marcada com veemência pelo apitador Heber Roberto Lopes, no finalzinho?

Aquele mesmo que tirou o Náutico das semifinais da Copa do Brasil 2007 diante do Figueirense, quando anulou nada menos do que quatro gols do Timba, no Orlando Scarpelli! Alguém lembra disso? Pois é…

Ao menos ele teve a coragem, e a dignidade, de cumprir o regulamento. Depois de inverter algumas faltas e matar na unha o time e a torcida alvirrubros – a sua tendenciosa arbitragem já estava dando na cara -, aí o apitador Fifa cansou de bancar o papel do camisa 12 do timinho, em campo, e fez valer a decência no futebol brasileiro. Melhor para o Náutico. Pior para eles.

O mestre Geraldo pegou a bola e colocou-a na marca da cal. Ao trilhar do apito, só esperou o esforçado goleiro corintiano cair para a direita e empurrar a bola para o fundo das redes adversárias com precisão, do outro lado. Festa e delírio alvirrubro no Caldeirão!

É Felipe. Você precisa treinar mais um pouquinho para chegar ao posto que “pretende” (ou que a imprensa paulista quer lhe ver): a Seleção Brasileira. Boa sorte e passar bem. O Náutico tem uma Sul-Americana para buscar a classificação, tchau!

Estádio lotado, torcida festiva e confiante, time vibrante e competitivo. O panorama não poderia ser diferente. E o Náutico correspondeu à altura. E nada melhor do que um pênalti decisivo, ao acender das luzes! (o jogo começou às 15h e os refletores não estavam acessos) para mostrar ao Brasil, e por que não, ao planeta bola, que o mundo girou!

A reviravolta do Náutico é prova inconteste de que o time deve e tem que ser respeitado por quaisquer equipes neste campeonato. O fato de abrir cinco pontos de vantagem, além de três vitórias a mais, sobre o 17º colocado não é motivo pra se baixar a guarda por parte dos jogadores e demais profissionais da comissão técnica.

Depois de superar o superado time de Parque São Jorge, chegou a hora de ir a Porto Alegre jogar contra os gremistas, no Olímpico. Aquele time que acredita que dar pancada é jogar “com raça”. É partir para conquistar mais três pontos e, assim, ratificar a permanência na Série A, em 2008.

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