Sorte também faz parte do jogo

Por: José Gomes Neto

Nem mesmo após a conquista da terceira vitória consecutiva no Pernambucano da Série A1 2008, o Náutico inspira a confiança necessária para se afirmar que a equipe encontrou um futebol competitivo e regular. A falta de entrosamento continua como sendo a tônica do time, uma vez que há jogadores fazendo estréias, ou ainda a segunda partida, nesta temporada.

Pelo visto, o técnico Roberto Fernandes ainda terá muito trabalho árduo pela frente, já que nas primeiras oito partidas do Náutico pouco houve de evolução. Muitas falhas permanecem e só devem desaparecer com o decorrer dos jogos, pois não há como adquirir ritmo sem atuar. Na prática, o time ainda tem muito a evoluir.

O confronto contra o Sete de Setembro teve esse aspecto bastante evidenciado. Nas poucas chances de gol, durante o primeiro tempo, os atletas não souberam concluir com competência. Nem mesmo o fato de ter ficado de cara para a barra fez com que Geraldo conseguisse abrir o placar e, assim, abrir dois gols de vantagem, em termos de artilharia do Estadual. Aliás, que ele lidera isolado com sete gols.

Porém, até mesmo na etapa final, quando fez 1 a 0 com seis minutos de jogo, o time alvirrubro não soube como ampliar e tornar a partida um treino de luxo antes da estréia do Náutico na Copa do Brasil 2008, nesta quinta-feira (14) à noite, em Manaus, no Vivaldão, contra o incógnito Atlético de Roraima.

Pra mim, a principal falha da equipe consiste em não chutar em gol. Não existe outra forma de fazer gol senão mandando a bola para a meta adversária. Pois é, o óbvio ululante por vezes é menosprezado e o resultado cogitado acaba não sendo alcançado. E aí vem desculpas que seria melhor ficar de boca calada para evitar ferir os ouvidos alheios.

Mas o sopro da sorte também faz parte do futebol e o Náutico acabou sendo brindado por ele. Não que o time não merecesse ou coisa do tipo. Creio que a sorte acompanha a competência e por que o Timbu não pode contar com ela? Afinal, o líder do primeiro turno ganhou por duas vezes do Central no fim do jogo, pior que isso! Só para refrescar a memória dos falíveis…

Não quero com isso apagar os erros cometidos pelo treinador e equipe, mas é preciso mais aplicação nos treinos e trabalhos físicos. O preparo ainda não é o ideal e o time precisa de maior entrosamento para buscar as vitórias necessárias à confiança e força que a torcida alvirrubra tanto almeja.

Sobre a Copa do Brasil, eu pensei que a comissão técnica e a direção timbu quisessem chegar longe, mas parece que o menosprezo ao adversário é o que vai prevalecer. Mandar uma equipe mista para Manaus é, no mínimo, subestimar um desconhecido. O ideal seria matar o Atlético de Roraima em uma partida, sem precisar do jogo da volta, mas…

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