Superação e equívocos

Por: José Gomes Neto

O segundo jogo do Náutico no Pernambucano 2010 valeu apenas pelo resultado em si. Bastante confuso e sem percepção de posicionamento, os jogadores mostraram espírito de luta e poder de superação para tentar suplantar a ausência de preparo físico e do óbvio desentrosamento. O adversário valorizou o contexto e a conquista dos três primeiros pontos, em casa, dá um alento ao torcedor alvirrubro, e em especial à comissão técnica e aos atletas.

Porém, o time precisa melhorar, e muito, para ser classificado como regular. As falhas são inúmeras, algumas gritantes, como no fundamento de bolas cruzadas na área, e o treinador Guilherme Macuglia ainda não pode ser avaliado a contento. Isso porque, a cada partida, uma formação é escalada. Na partida contra o Ypiranga, nesta quarta-feira (20) não será diferente. Isso dificulta ainda mais o já conturbado momento do Timbu na temporada.

Como se não bastassem os eventuais obstáculos, as contusões já são um fator agravante nos Aflitos. Por ironia do destino, não por culpa do preparador físico ou do estado do gramado, mas do apertado calendário do futebol local, que começa a fazer vítimas dentro das quatro linhas. Por enquanto, a qualidade o torcedor vai ter que engolir aquilo lá.

Outro aspecto relevante é a péssima arbitragem. Para não dizer que existe má fé, prefiro classificar os absurdos cometidos pelo veterano árbitro Antônio André como “equívocos graves”. Deixar de marcar dois pênaltis numa só partida é fator preocupante, apesar da vitória alvirrubra. Mesmo assim, cabe à direção de futebol do clube um alerta para que esses “equívocos” não tornem a acontecer contra o Náutico.

Bom, fatalidades à parte, o Náutico demonstrou que pode elevar o nível técnico de suas apresentações no decorrer da competição. Diferentemente de anos anteriores, em relação ao regulamento do Estadual, serão disputadas mais 20 rodadas, onde a equipe terá tempo mais do que suficiente para ficar entre os quatro primeiros que farão as semifinais. Acredito que haverá tempo e time para isso.

Minha maior preocupação é quanto às competições nacionais. A primeira, a Copa do Brasil, será agora no mês de fevereiro. Pode parecer distante, mas não é. Mesmo assim, até lá, o Timbu deverá estar com uma cara, ou seja, uma equipe com características definidas. Espera-se que seja num nível de competitividade convincente. Independente disso, a perspectiva é de que o Náutico consiga passar das oitavas de final daquela disputa. A partir daí, o que vier é lucro!

Depois, por volta de maio, a Série B 2010. Nesta temporada, a Copa do Mundo da África do Sul ocasionará uma inter-temporada. O Náutico terá como obrigação retornar à Primeira Divisão em 2011. Não será permitido pensar, nem agir, diferente.

Tenho dito.

Saudações alvirrubras!

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