Triunfo & confraternização

Por: José Gomes Neto

O Náutico encerrou a temporada de 2007 em grande estilo. A vitória em cima do Flamengo, equipe classificada à Taça Libertadores 2008, credencia a evolução que o grupo comandado por Roberto Fernandes apresentou ao longo do Brasileirão. A 15ª colocação não é lá grande coisa, mas, a essa altura, qual torcedor corintiano não queria ver o seu rebaixado time nesta posição do Clube Náutico Capibaribe?

O Caldeirão Alvirrubro, lotado, colorido e empolgado, mais uma vez, contribuiu para que os jogadores alvirrubros fritassem o adversário (diga-se de passagem, carne de urubu, que é de péssima qualidade, demora mesmo a cozinhar!). Se a partida tinha caráter de cumprimento de tabela, o horário também não ajudava.

Tostar no concreto debaixo de um sol escaldante para assistir ao time do coração, às 15h, não é para qualquer um não! E olhe que no próximo ano teremos partidas realizadas às 11h, em cada uma das 38 rodadas do campeonato brasileiro. Quando chegar o horário brasileiro de verão, então esses jogos vão começar às 10h.

Mesmo assim, o torcedor do Náutico, fiel e apaixonado, nunca deixou de estar presente. Seja nos momentos mais difíceis durante o campeonato, quando chegou a ser lanterna, seja nas horas de confraternização, como ocorreu no domingo (2). Festa, celebração e vitória. Não faltaram provocações ao rival, com faixas de homenagem do “único hexapernambucano ao primeiro pentacampeão brasileiro”, e depois com gritos como: “Na Paraíba não time para torcer…”

Em relação à artilharia da competição, toda a expectativa das arquibancadas se voltavam ao meia-atacante Acosta. Vice-artilheiro do Brasileirão, com 19 gols, em 30 partidas disputadas, Beto Acosta não atingiu o objetivo pessoal. Quem brilhou foi o aloprado lateral Sidny, que após receber preciso passe de Ferreira abriu, e decretou, o placar do confronto.

Mas, quem se importa se o gol não fora de Acosta? Valeu pela dedicação de todos os que estiveram em campo em busca de uma retribuição à altura para a torcida: a vitória em cima de mais um time carioca – neste aspecto, o Timba não deu mole como mandante (2 a 2 contra o Vasco; 0 a 0 diante do Fluminense e 4 a 1 no Botafogo).

Por sinal, Acosta recebeu na manhã desta segunda-feira (3) a Bola de Prata da Revista Placar, premiação referente ao título de melhor atacante do Brasileirão 2007, de acordo com jornalistas que credenciam cada atleta, por meio de notas por atuação. (À noite concorre às premiações da CBF, nas categorias craque e melhor atacante).

No mais, espera-se que a nova gestão do Clube Náutico Capibaribe tome como exemplo os erros e equívocos cometidos por seus antecessores, nesta temporada, e coloque o time na mira de vôos mais contundentes, em 2008 nas três competições oficiais: Pernambucano da Série A1, Copa do Brasil e Brasileirão.

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