Um Náutico vencedor e convincente

Por: José Gomes Neto

AO Náutico está nas oitavas-de-final da Copa do Brasil 2008. Mais uma vez, o Timbu mostrou porquê tem ficado entre os melhores clubes do País, em competições nacionais, e não tomou conhecimento do peralta Juventus/SP. Com um futebol competitivo, objetivo e determinado, o time comandado por Roberto Fernandes correspondeu à expectativa que emanava energia positiva e apoio incondicional das dependências do Caldeirão Alvirrubro, e fez o que deveria. Nem mais, nem menos. A classificação entre os 16 melhores da competição já garante a realização dos dois jogos.

Caso o adversário da terceira fase seja o Atlético Mineiro, então o primeiro jogo será nos Aflitos – e o segundo no Mineirão. Isso porque o critério para determinar o local da primeira partida é o ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O time mineiro é o 6º colocado, enquanto o Náutico é o 22º. Mas, se o Nacional de Manaus surpreender e ficar com a vaga, aí a situação se inverte, pois os amazonenses são o 55º. Nesta hipótese, o primeiro jogo será no Vivaldão, ficando a decisão para as quartas-de-final no Eládio de Barros Carvalho.

Porém, acho que os jogadores e a comissão técnica do Náutico não devem se preocupar com o próximo adversário. Pelo menos por enquanto, já que ainda não se sabe quem será. Agora, em termos de renda – para a diretoria – e incentivo, para a torcida, creio que o ideal seria a passagem do Galo mineiro. Até porque existe um certo sentimento de revanche em relação à Copa do Brasil 2003 – quando o Timbu fora eliminado por esta equipe, nas oitavas – e também nos dois jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série A, ano passado.

Agora, se faz necessário uma séria ressalva quanto à arbitragem. O que aconteceu nesta quarta-feira (2) nos Aflitos foi apenas um alerta. O indivíduo que atende pelo nome de Adriano de Carvalho, do Tocantins, e que soprava o apito, deixou de aplicar cartões amarelos absurdos para os jogadores do Moleque Travesso, que bateram sem limite no primeiro tempo. Inclusive tirando o lateral Serginho na base da pancada. Para incrementar, ele acabou aquela etapa num contra-ataque fulminante do Náutico, quando o zagueiro Everaldo já estava próximo à área adversária. A torcida e o treinador ficaram na bronca, com toda razão.

Depois, no segundo tempo, ele não teve coragem para aplicar a regra e marcar o óbvio. No mesmo lance, dois pênaltis a favor do Náutico. O primeiro foi sofrido pelo meia Laborde, que fora absurdamente derrubado. Na seqüência, o estreante Ruy também sofreu falta por trás, mas ele mandou o lance seguir. Vale salientar que o placar estava 2 a 0. Por ironia, a decisão da vaga iria justamente para os pênaltis, caso o gol de Wellington não tivesse sido marcado.

E isso não é teoria da conspiração. Na mesma competição, no ano passado, o Náutico teve quatro gols anulados no jogo da volta contra o Figueirense, no Orlando Scarpelli, em Santa Catarina, pelas quartas-de-final. Por (triste) coincidência, mais uma vez um árbitro careca (e sinistro), este atende pelo nome de Heber Roberto Lopes foi o autor da canalhice. Alô, alô, vice-presidência jurídica do Náutico! Aquele abraço!

Desta fase em diante, a tendência é ocorrer as mesma “coincidências” do ano passado. Não vamos arrefecer, mas partir para cima dos adversários com a mesma disposição e espírito guerreiro com os quais o time todo encarou o enjoado Juventus. Parabéns a todos, individual e coletivamente: jogadores, comissão técnica, diretoria e, é claro, à fabulosa e sempre apaixonada torcida do Clube Náutico Capibaribe!

Ypiranga – Enquanto não existe uma definição, em termos de Copa do Brasil, agora é voltar as atenções para o hexagonal. Mais uma vez, haverá um Ypiranga no meio do caminho. Digo isso porque, ao término da jornada de quarta-feira (2), alguns setores da imprensa já estavam tratando dos 36 minutos que restam do jogo contra o Salgueiro.

Só que este jogo é depois da partida diante da Máquina de Costura. Não se pode esquecer da lição que foi o início deste segundo turno, quando muito se pensou no clássico, pouco se agiu, e se relegou o time de Santa Cruz do Capibaribe. Presta atenção pessoal…

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