Vencer é o verbo

Por: José Gomes Neto

Na falta de futebol competitivo, a sorte manteve o Náutico na cola do líder Sport. Não tenho pudor em falar sobre isso, nem devo. Não é novidade pra ninguém que a equipe timbu está em processo de arrumação, e que o técnico Guilherme Macuglia tem escalado uma formação a cada partida. Então, se os resultados contribuem para o bom desempenho do trabalho, o torcedor alvirrubro agradece.

Já são quatro vitórias seguidas e o Náutico igualou o recorde da competição, estabelecido pelo próprio rival. A meta agora é se manter na vice-liderança, ou mesmo desbancar o Leão, com o quinto triunfo seguido no Estadual. Entre dispensas e contratações, o Timbu vai mostrando que deseja disputar olho no olho o título pernambucano com os “favoritos”.

Aliás, o próprio campeonato pernambucano ganha em dinamismo. Mal estivemos na realização da terceira rodada e já havia opiniões formadas, em especial de cronistas, quando afirmavam que “o Sport iria levantar o título com sobra”. Com vários defeitos apresentados como qualquer outra equipe na competição, o time leonino lidera com apenas um ponto de diferença. Errou menos, ao contrário dos seus adversários.

Porém, não vejo nenhum time com uma disparidade técnica, física, tática ou quaisquer outros aspectos que queiram levantar. Só não vale enganar o torcedor! Até porque, dentre os piores, alguém teria que estar na liderança e outro na lanterna, proporcionalmente. É óbvio ululante.

Convenhamos: não há nada pior do que apostar numa equipe que tem uma imensa torcida, como o Santa Cruz (sem dúvida, a maior do estado), mas que vive sendo enganada por pessoas dos vários segmentos esportivos. O desencanto acaba justamente “quando a cobrinha entra no gramado”. Que coisa bisonha!

Bom, quanto ao Náutico, acredito que a vitória em cima da Cabense seja fruto de uma das máximas que insistem em permear a realidade do futebol. De nada adianta ter maior volume de jogo, posse de bola, maior quantidade de escanteios, chutar mais, dominar amplamente o meio-campo e não fazer o detalhe principal: gol. O time do Cabo ganhou em todos esses atributos, a exceção do placar. Mais o que determina os três pontos é somente o resultado.

A oscilação de uma partida para outra é natural. Atletas fazem estreias durante a competição e o preço desta ousadia é alto. Não adianta cobrar postura tática definida, pois não há tempo para o técnico testar formações. As experiências são todas realizadas sob o risco e o calor dos jogos. A competição não pode esperar. O erro é fatal e pode custar o título. Mas as vitórias podem levar ao troféu maior.

Não se iluda caro (a) leitor (a), o momento não é de exibição, mas de obter o maior número possível de pontos. Não importa quem faça os gols, a vitória é que se faz fundamental. Quanto a jogar bem, creio que o time consiga isso daqui a mais três ou quatro rodadas. Mas é apenas uma opinião.

Tenho dito.

Saudações alvirrubras!

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