Vitória e desentrosamento

Por: José Gomes Neto

Enfim, o Náutico conquistou os primeiros três pontos no Pernambucano da Série A1 2008. O reencontro do Timba com a torcida alvirrubra, no Caldeirão, não poderia ser diferente: vitória em cima do atrevido time do Centro Limoeirense. Aliás, se a equipe não apresentou um primor de futebol, ao menos nas dependências do Eládio de Barros Carvalho, quase 14 mil espectadores mostraram a força da camisa 12 Timbu, contradizendo certas pesquisas encomendadas.

Com as alterações feitas pelo técnico Roberto Fernandes após a enfadada estréia do Náutico na competição, o time mostrou que a produção tende mesmo a melhorar. Não apenas no aspecto técnico, mas, em especial, na parte tática da equipe. O entrosamento ainda não existe e serão precisos mais alguns jogos até que se atinja o ideal de competitividade.

Até lá, lampejos e futebol no pé são os requisitos que não podem faltar aos atletas que têm experiência para levar o time às conquistas. Everaldo, Radamés, Felipe, Warley, Rafael Santos, Geraldo e companhia têm o dever de conduzir e orientar os menos experientes para contribuir com o Náutico, ainda neste turno do Estadual.

É bem verdade que a comissão técnica não explorou tanto a pífia condição do gramado do Pereirão, em Serra Talhada. Por sinal, como andaram justificando por aí afora o péssimo futebol mostrado por uma pseudo seleção, na partida do Gigante do Agreste, em Garanhuns. Pelo contrário. Roberto Fernandes preferiu não iludir torcedor e tratou de dar uma cara de time de futebol ao seu.

Em relação ao jogo, parecia que iria ser a partida para o Náutico deslanchar no saldo de gols. E até foi. Quando o placar estava em 3 a 0, não se cogitava a reação do time centrista. Mas aí o time mandante recuou e cedeu espaços ao visitante, que não se fez de rogado. Agradeceu à força e engrossou a situação – até ali, cômoda.

Desatenção, falta de empenho e corpo mole foram fatores que contribuíram para o susto provocado pelo adversário ao time do Náutico. Não se pode, de maneira alguma, admitir-se que uma equipe em formação deixe de estar atenta durante os 90 minutos de jogo.

Depois, os gols desperdiçados na etapa inicial, e da metade para o final da partida, poderiam fazer falta. Mas, ainda assim, o Náutico retomou as rédeas da partida e garantiu um resultado positivo, que poderia ter sido conquistado com folga e um saldo de gol amplamente favorável. Mas, como nada é perfeito, vamos em frente…

Furto – Só para variar, a arbitragem tem que tirar uma casquinha do Náutico. Desta vez o autor do absurdo foi o apitador Adriano Siebra. Aos 44 minutos do segundo tempo, ele “inventou” uma vantagem no lance em que um defensor centrista intercepta Geraldo na área.

A regra deveria ser única. Seja para Sport, Santa Cruz, Ypiranga, Salgueiro ou Náutico. Então, alvirrubro: “Fique de olho no apito…”

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