ANÁLISE

Análise: Náutico mostra “casca” em jogos importantes da Série C
Timbu bate mais uma vez um líder e ganha confiança para reta final, em que precisará selar classificação e encarar mata-mata

Quem vive no futebol há tempo suficiente sabe que tão importante quanto técnica e tática é ter equilíbrio emocional. Que de pouco adianta ter um time bem armado se – na hora da decisão – falta-lhe capacidade para suportar a tensão de um mata-mata. O grande clímax ainda não aconteceu para o Náutico nesta Série C, mas o time dá indícios de que vai bem em jogos grandes. Na maioria das ocasiões que pôde, mostrou casca.

“Cascudo”, de acordo com o dicionário do futebol, é o time que reage bem em momentos difíceis e cresce em jogos grandes.

A partida contra o Sampaio Corrêa, líder do grupo A da Série C, foi desse tipo. O Náutico tinha que vencer para encaminhar a classificação ao mata-mata – ou precisaria de um excelente desempenho em mais dois jogos duros: Botafogo-PB, em João Pessoa, e o clássico contra o Santa Cruz.

Para tornar o cenário ainda mais ameaçador, o Náutico saiu atrás. Começou jogando mal e tomou um gol antes dos 30 minutos. O time precisou manter-se lúcido para virar o marcador – sob pena de, não conseguindo, deixar escapar pontos valiosos dentro de casa.

O Náutico teve tal frieza. Absorveu a pancada do gol sofrido e se recompôs, melhorando de nível gradualmente. Empatou antes do intervalo e virou no segundo tempo. Teve chance para ampliar o 2 a 1 em chances desperdiçadas – que, ao final, não fizeram falta.

Diante do Timbu, mais um líder tombou.

Porque essa não foi a primeira vitória em condições adversas e diante de adversários ascendentes. O Náutico jogou quatro vezes contra líderes nesta Série C. Ganhou três (Ferroviário, Confiança e, agora, Sampaio) e só perdeu uma (o duelo de ida contra o Ferrão).

O retrospecto dá confiança ao grupo e ao treinador. Gilmar Dal Pozzo já as celebrou, afirmando que o grupo cresce nos momentos importantes.

Cabe, porém, não se acomodar. Porque, na Série C, o mata-mata exige atenção máxima. Cada time classificado tem dois jogos para garantir o acesso. E aí, tanto quanto técnica e tática, pesa o fator emocional.

E o Náutico vai precisar ser ainda mais duro do que foi até agora.

Matéria: https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/times/nautico/noticia/analise-nautico-mostra-casca-em-jogos-importantes-da-serie-c.ghtml
Por: Rômulo Alcoforado/Globo Esporte Recife
Foto: Léo Lemos/Comunicação Náutico

3 respostas a ANÁLISE

  1. ada disse:

    SE ficarmos em 1º ou 2º, pegaremos, provavelmente, Volta Redonda ou São José/RS.
    São clubes diferentes do Bragantino, que é de empresários.
    A prova de nosso azar (sem desconhecer a fraqueza do time) no ano passado é que o Bragantino está sobrando na série B.

    Mas, precisamos empatar com o Botafogo e, classificados, jogarmos a última partida (com o Santa) para escolher o que queremos pegar.

  2. colorau disse:

    SÓ É TER VERGONHA NA CRA E NÃO PIPOCAR E LEVAR FUMO NO FINAL
    A SÉRIE C É FRACA
    PODE SUBIR SIM
    MAS TORÇA PRA
    NÃO PEGAR PAYSSANDU REMO JUVENTUDE
    PQ O NAUTICO VC NUNCA PODE CONFIAR DESDE ANOS 70
    DAR VEXAMES
    VAMU CLASSIFICAR CONTRA O BOTAFAKE
    NÃO PODE É FICAR DE 4 E LEVAR FUMO FORA COMO FOI CONTRA O GROBO

    VAMU LÁ TIMBUZILDO MOSTRA QUE NÃO ÉS TIME SAFADO

  3. ada disse:

    Neste ano a gente passa e volta para a série B.

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