APRESENTAÇÃO

Luanderson, do Náutico, chora ao lembrar passado: “Pedi emprego em clubes daqui e me negaram”
Apesar dos 30 anos de idade, volante que é da cidade de Belém do São Francisco, interior de Pernambuco, falou das dificuldades na carreira e diz viver a maior chance da vida no Timbu

As primeiras palavras de Luanderson como jogador do Náutico surpreenderam. Ao dar depoimentos muito fortes, o volante não segurou as lágrimas diversas vezes. Lembrou do início da carreira, as más companhias, os dois anos de desemprego e até o momento em que pediu a oportunidades em clubes de Pernambuco e deu com a porta na cara. Pernambucano da cidade de Belém do São Francisco, a 475 quilômetros do Recife, ele relatou as dificuldades.

- Quem mora no interior, ainda mais no de Pernambuco, sabe como é a dificuldade para ter uma oportunidade. E eu fui para Salvador, através de um amigo meu, que me viu jogando e me disse que eu tinha facilidade. Me chamou para fazer um teste lá e eu fui, porque era meu sonho jogar em um time grande. E com nove anos eu fui. Depois, eu não tive chance de jogar em nenhum clube de Pernambuco.

Apesar de ser pernambucano, Luanderson começou a carreira nas categorias de base do Vitória. Após rodar bastante, ele se viu em dificuldades em 2018, quando passou por Olímpia-SP, São Gabriel-RS e Almirante Barroso-SC, mas atuou pouco. Em agosto daquele ano, fez o último jogo oficial e se viu sem emprego. Tentou a sorte no Salgueiro, mas não lhe deram oportunidade.

- Há dois anos eu até fui pedir emprego a clubes de Pernambuco e fui negado. Eu baixei a cabeça, mas sabia que tinham coisas boas para mim mais na frente (pausa). Não foram clubes da capital, foram clubes do interior, perto da minha cidade, como o Salgueiro, que eu fui lá, pedi uma chance e me negaram. E eu levei isso tudo como um exemplo para mim.

Desemprego e recaída
No ano anterior, em 2017, Luanderson fez apenas dois jogos pelo São Paulo-RS. E ficou também sem emprego – dessa vez por um período maior. Na visão do jogador, ele só se reconstruiu em 2019, no Marcílio Dias-SC, quando se destacou no Campeonato Catarinense.

- Há três anos, eu imaginava que não jogaria mais futebol (pausa para choro) e tive uma oportunidade no Marcílio Dias que mudou a minha vida e a vida da minha família. Podem ter certeza de que cada bola para mim, cada dividida vai ser um prato de comida.
Luanderson falou das dificuldades que teve na carreira desde a base do Vitória. Para ele, as más companhias foram obstáculos que ele deve de superar.

- Comecei no Vitória e depois fui para o profissional. Naquela época, eu acho que não tinham pessoas boas do meu lado. Nessa época, quando você está na fase boa, tem vários amigos. E eu fui vendo que meus amigos não eram de verdade e que para chegar onde eu queria, eu tinha que mudar para melhor. E eu conheci uma pessoa muito especial que é minha esposa (pausa para choro). Foi quando eu tive que crescer na vida. Depois do nascimento dos meus filhos, mudou tudo mesmo.

Mas o jogador também atribuiu uma parcela de culpa a ele próprio por não saber aproveitar as oportunidades que teve no Vitória.

- No futebol, a gente tem oportunidades e não sabe aproveitar. Comigo foi assim. Eu comecei em um clube grande e não soube aproveitar a oportunidade e depois fiquei dois anos desempregado. Isso me fez colocar na cabeça e focar que para estar em um time grande, eu tinha que ser um atleta e não somente um jogador. Eu tive uma recaída na minha profissão e ela veio para me levantar. Foi quando eu pude voltar ao Marcílio Dias e jogar futebol de novo. Foi ela e meus filhos que me fizeram levantar.

Família, torcida e caravana
Ao negociar com o Náutico, Luanderson confidenciou a alguns amigos e familiares que estava próximo de um retorno a Pernambuco. Empolgado, o jogador confessou que já há uma caravana organizada para uma torcida particular na segunda rodada, quando o Timbu enfrenta o Petrolina, no Sertão.

- Na semana passada eu estava até comentando com algumas pessoas, que me pediram ingresso para ver jogos do Náutico. Eu sei da torcida particular que eu tenho, de familiares e amigos e isso é um privilégio grande, porque é o clube de coração deles. E eu vou retribuir tudo isso para eles. No segundo jogo do Pernambucano, a caravana já vai estar em Petrolina torcendo por mim.

Matéria: https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/times/nautico/noticia/luanderson-do-nautico-chora-ao-lembrar-passado-pedi-emprego-em-clubes-daqui-e-me-negaram.ghtml
Por: Globo Esporte
Foto: Léo Lemos/Comunicação Náutico

2 respostas a APRESENTAÇÃO

  1. COLORAU disse:

    posiçao de cagar só se for mais jogador peladeiro o nautico traz infelizmente

  2. PEDRO NAUTICO disse:

    Afinal, ele joga em que posição?

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