ARTIGO

A tradição batizou os jogos entre Náutico e América como o “clássico da técnica e da disciplina”.

Pobre tradição!

O que se viu no jogo de quarta-feira (21/01/12) foi um espetáculo deprimente. Nem técnica, nem disciplina. Uma carnificina. Não é rima, nem solução. É problema.

E cabe a cada um de nós parcela de responsabilidade pelo show de incompetência que culminou com uma lesão de natureza grave que vai custar muito caro a um profissional, Rogério, que desabrochava como um talentoso jogador.

Indiretamente, somos todos responsáveis se nos recolhemos ao silêncio cúmplice, acovardados diante dos poderosos de plantão.

Diretamente responsáveis são os que têm por atribuição gerir o futebol,fenômeno esportivo que se tornou o maior espetáculo da terra.

Digo todos porque somos personagens com identidade própria gestada pela prática do futebol: o jogador, o treinador, o cartola, as autoridades gestoras, o torcedor, o profissional especializado da imprensa e esta figura especial, o juiz, que deixou de ser “o homem de preto” para se fantasiar no colorido armarinho do marketing esportivo.

O que aconteceu naquele jogo pode ser debitado à conta do árbitro.

Condenação fácil, cômoda, lastreada em provas cabais, porém, incompleta. Tem mais gente.

De fato, a atuação foi desastrosa em todos os sentidos. Frouxo na disciplina; desmunhecado diante da violência criminosa; incompetente na aplicação das regras. Um verdadeiro zumbi vagando em campo e emitindo silvos tão fraquinhos, como fraca, frouxa é sua presença como garantia do jogo limpo e bem jogado.

Para não entrar no campo movediço das suspeitas e dos cabeludos exemplos de desvio de conduta, vamos ficar com as definições de dois estudiosos do futebol como fenômeno social: para Eduardo Galeano “árbitro é arbitrário por definição”; para Hilário Franco é uma personalidade de tendência “sadomasoquista”.

No caso específico, cabe a cada personagem envolvido na organização e na gestão do futebol, exercer suas responsabilidades a partir das seguintes iniciativas:

1. Ao Náutico, cabe representar contra a comissão de arbitragem que tem a responsabilidade de preparar os “profissionais do apito” e, em última análise, a culpa in eligendo, consagrada pelo direito que responsabiliza aquele que escolheu quem diretamente causou dano a outrem; cabe, ainda, ao Clube Náutico, representar contra o árbitro de modo a ficar provado que este profissional está inabilitado para integrar os quadros da FPF (vê antecedentes); finalmente, representar junto ao TJE, demandando punição ao criminoso agressor, vulgo Maneco, que o afaste das atividades profissionais o tempo equivalente ao tempo de recuperação do atleta Rogério (entendimento corriqueiro dos tribunais de vários países e que, mesmo retardado, começa a chegar às instâncias julgadoras do Brasil).

2. Ao TJE, cabe manter a esperança imortalizada pela frase do humilde moleiro prussiano que, ao ganhar uma causa do Imperador, disse: “Ainda há juízes em Berlim”.

3. À Comissão de Arbitragem punir exemplarmente o árbitro.

4. À imprensa, ciosa de suas responsabilidades críticas, tratar o fato e acompanhar seus desdobramentos com a dimensão que merece, ou seja, o fato jornalístico da noite de quarta-feira não foi o jogo, foi a imagem chocante da violência que vitimou o atleta e indignou o telespectador. E sem essa de comentários corporativosque menosprezam a inteligência do telespectador que não é besta.

Pelo que tenho acompanhado, pela oportunidade dos contatos pessoais e pelas providências que vêm sendo adotadas, estou convencido de que o Dr. Evandro Carvalho não tem compromisso com o erro e mais: está disposto a marcar positivamente sua passagem como presidente da Federação Pernambucana de Futebol.

Como cidadão e desportista apaixonado pelo futebol, não me despeço da esperança.

Por: Gustavo Krause
Foto: Internet

31 respostas a ARTIGO

  1. jose roberto farias mendes disse:

    ALEXANDRE WEWST DEIXA DE DIZER MERDA

  2. jose roberto farias mendes disse:

    E AGORA PAULO AZEVEDO? ELI CARLOS VAI SER PUNIDO TAMBÉM NOS MESMOS MOLDES DO JOGADOR DO AMERICA? E AS PALAVRAS LINDAS DE GP VALEM PARA O JOGADOR DO NAUTICO? DE CONVERSA O CLUBE JA ESTA CHEIO DE PERDER CAMPEONATOS E NÃO VENCER A KOISA HA MAIS DE 17 JGOOS.

  3. Jose roberto farias mendes disse:

    INFESLIMENTE NOS TEMOS SORTE LEVAMOS UMA QUADRA COM TODAS A ELOQUENCIA DO GUSTAVO KRAUSER. E JOGADORES? NÃO TEMOS NADA,SÓ REBUTALHOS FROUXOS E DIRETORIA FROUXA. IMAGINE SE FOSSE A OPOSIÇÃO, OUTRA CRONICA BONITA TINHA SIDO ESCRITA PELO DOUTO GUSTAVO E VC PAULO E ESSE GRINGO ESTARIAM BATENDO PALMAS. É POR ISSO QUE NOS CHAMAM DE BARBIE.

  4. Isac Barbosa do Pina disse:

    paulo azevedo tas vendo que palavra bonita não adianta porra nenhuma. estamo levando 4 no rabo.

  5. Isac Barbosa do Pina disse:

    BASTA DE BRIGA E DE PALAVRA BONITA AGENTE QUER TÍTULOS. O SPORT TEM QUASE 40 E AGENTE COM ESSAS COISAS BONITA TODA

  6. Jose roberto farias mendes disse:

    PAULO AZEVEDO; NÓS PRECISAMOS NÃO É DE PALAVAS BONITAS, PRECISAMOS DE PESSOAS QUE GANHEM CAMPEONATOS. NÃO DISCORDO NA SABEDORIA DO DOUTO, MAS DISCORDO DA ATUAÇÃO DELE NO CLUBE. ELE MANDOU UMA CARTA PARA ELÁDIO CRITICANDO A SITUAÇÃO E DEPOIS UNIU-SE A ELES. AGORA SOLICITO QUE VC APONTE UMA BOA COISA QUE ELE FEZ PELO CLUBE?

    • Apoiado, José Roberto, apoiado!!!!!! De ” parlapatorios para bovinos dormitarem ” eu ando farto! Desse senhor eu tenho uma triste recordação, alem do fato de ele ter sido agente político da ditadura militar: Lembra do “Raízes Alvirrubras”? Cruz credo!

  7. ISSO TUDO SÓ ACONTECE COM NÓS ALVIRUBROS POR JÁ É HISTÓRICO NÃO TEMOS GANA.NÃO BRIGAMOS O TEMPO TODO PARA DEFENDER NOSSO CLUBE.TORCEDOR SÓ VAI A CAMPO QUANDO O TIME TÁ BEM.MANIFESTAÇÃO EM PRÓ DO NAUTICO JÁ,USE A INTERNET.XINGUEM ESSA IMPRESNSA PODRE PERNAMBUCO.MANDEM MENSAGEM.TEMOS UMA ARMA MUITO PODEROSA EM NOSSAS MÃOS A INTERNET.

  8. john taylor monteath disse:

    nao tiraria nenhuma virgula nem ponto a respeito desse pequeno texto desse grande alvirrubro GUSTAVO KRAUSE. Acho realmente que
    Paulo Azevedo tem toda razao em discordar desse triste e infeliz comentario desse jose roberto f. mendes; sinceramente acho que nem alvirrubro ele é…….. saudacoes Alvirrubras

  9. Aurélio disse:

    PARABÉNS PORQUÊ?

    EM VEZ DE PALAVRAS DOS POLÍTICOS ALVIRRUBOS O NÁUTICO PRECISA DE AÇÃO.

    NÃO VEJO DISPOSIÇÃO DE LUTA E SIM UM BANDO DE ACOMODADOS DEFENDENDO INTERESSES PARTICULARES.

    OS POLÍTCOS DA “GANGUE DO MANGUE” CONSEGUIRAM ATÉ UM CAMPEONATO BRASILEIRO NAS COXAS.

    E OS NOSSOS? FAZEM O QUE?

    ESSA DECLARAÇÃO ESTÉRIL, EU DISPENSO…

    • Aurélio, corroboro suas palavras: esse aí e muito bom Para analisar os “efeitos peripateticos das opções obilongas”, já para melhorar o clube… Tanto e que apoiou o status quo.

    • alexander west disse:

      Ou SR Aurelio, saiba que a diretoria de um clube não faz gol de cabeça, não corta bolas do atacante e nem tampouco faz penalti. E venhamos e convenhamos, dos tres clubes o que menos arrecada nos estadios, somos nós, o que tem menos numero de socios, somos nós, e a torcida que mais chama a diretoria de incompetente somos nós. Mas foi essa diretoria que contratou esses jogadores e nos levou para seria A. Foi essa diretoria que contratou Kieza que era reserva do Ricardo Xavier e depois se tornou um idolo e artilheiro. E foi essa diretoria que não arriscou 3 milhões de reais em um só jogador com o dinheiro do clube. porem todos que escrevem seus comentarios tem seu direito de comentar as asneiras que quiserem. PELO NAUTICO TUDO.

  10. PARABÉNS GUSTAVO KRAUSE,UM COMENTÁRIO INTELIGENTE COMO ESSE,SÓ PODE SER GERADO,POR UM CÉREBRO ALVI-RUBRO.

  11. Mario Almeida disse:

    Não é de se estranhar que o sport em 20 anos foi campeão por 13 vezes, é por usar caminhos no mínimo duvidosos,e a crônica sempre tende para o lado que mais tem financeiramente, portanto a agressão que Rogério foi vítima sem nem poder se defender pois já vinha fazendo desde o primeira tempo, defendeu o coitadinho do marginal travestido de jogador, consertesa ai tem a unha do leãozinho todo cagado desde o final da Série B. Fora isso tem o novo complexo descobrto por Psicologos, complexo do Hexa. que luxo hem.

  12. ivson câmara disse:

    As vezes eu fico pensando como as instituições que promovem o futebol,quando tem nas mãos as condições para moralizar e disciplinar o futebol,colaboram ainda mais para as injustiças e impunidades.Tenho a impressão que os componentes dos”Tribunais de Justiça Desportivas” tomam decisões apenas para dá certa satisfação a comunidade esportiva,sem prejudicar o “seu time de coração”. São decisões punitivas que se revertem posteriormente em fardos de leite ou cestas básicas.Até poderia se entender que certas faltas,não tão graves, poderiam ser revertidas em penas alternativas.Mas é preciso entender também que não tem cabimento e não é justo beneficiar, posteriormente, o infrator num jogada antiesportiva e violenta.
    Ora,pq Marcelinho Paraíba agrediu Everton Sena,pq Maneco agrediu Rogério??
    Podemos analisar muitos fatores que possam contribuir para esclarecer esses pontos,mas temos a convicção que a IMPUNIDADE financiada pelos STJDs é também responsável por esses absurdos que acontecem em campo.

  13. Hamilton Coimbra disse:

    SINCERAMENTE ENQUANTO O NÁUTICO NÃO TOMAR UMA ATITUDE EM RELAÇÃO AOS ARBITROS DAQUI SE É QUE PODEMOS CHAMAR DE ARBITROS,DEIXAREI DE IR A CAMPO,ELES SÃO SIM UM BANDO DE FDP,NOGENTOS VAMOS TRAZER JUIZES DE FORA TO FALANDO A MUITO TEMPO,POIS TODOS ESTES NOGENTOS DAQUI SÃO BURRONEGROS.

  14. Thiago disse:

    REFLEXÕES ACERCA DO CASO ROGÉRIO:
    Poeira se dissipando.. Cenário menos turvo.. a claridade da razão sobressaindo-se ao ímpeto nebuloso da comoção….
    O discurso retórico vai dando lugar à sensatez. O caso Rogério já vai se dando como consumado…

    Vai ser só mais um a entrar pras estatísticas do futebol?
    Ou vai se tornar um emblemático exemplo de como NÃO se conduzir uma partida?
    Isso vai depender de nós. De nosso aprendizado. Se houver.

    Para que haja devemos encarar o fato como modelo.
    Poderíamos até descatar os protagonistas, que podem ser considerados de certa forma como bodes expiatórios.
    Eles apenas seguem um modelo estabelecido no futebol atual.
    E como todo modelo, tem que se mostrar falho na prática para ser mudado.

    No jogo em questão um time grande, integrante da primeira divisão nacional, primeiro colocado no estadual joga em casa contra um time pequeno/intermediário ocupando a vice-lanterna.
    Uma disparidade técnica significativa. Um favoritismo demasiado.
    Todos sabem disso e o árbitro da partida não é exceção.
    Instaura-se naturalmente uma atmosfera de fragilidade.

    Futebol é caixinha de surpresas, é verdade, mas poucos cenários são mais propícios para um “massacre” do que esse.
    Beirando à formalidade são cometidos atos ilegais nessas condições.
    Nenhum juiz deseja ver nas manchetes algo como “Seis expulsos em jogo atípico!”, ou ainda “8 X 0 depois das expulsões”, e por isso, ser considerado como “responsável” pela “anomalia”. Ele provavelmente tomará providências contra isso. Afinal todo árbitro aprendeu que ” juiz bom é aquele que não aparece” não é?.
    Mas este ditado é errado, pois se ele TIVER que aparecer(decidir), ele DEVE aparecer. Se ele não aparecer pode ser sinal de omissão.
    Ótimo para todo juiz se todo jogo fosse 0 X 0. Ninguém poderia falar muita coisa dele.

    Se a disparidade é absurda, o time pequeno tende a ser ” protegido”.
    Embora isso seja particularmente verdade somente até certo ponto do jogo enquanto persistir empate, mais tarde o favorecimento moral e psicológico é do time da casa que tem que “fazer o dever”. Se o time da casa sai na frente, o pequeno volta a ser “protegido”
    É importante observar que esse processo não necessariamente ocorreria em outro jogo entre equipes mais equivalentes, nesse caso a tendência do juiz é de um comportamento mais “caseiro” ou imparcial.
    Então o juiz tende a levar o jogar em banho-maria por um tempo certificando-se de que nada muito escandaloso ou ultrajante ocorrerá, valendo-se do bom senso enquanto pode.

    Mas o limite do bom senso é a prudência. Bom senso” é diferente de “senso comum”. Este reflete apenas a opinião da maioria. Este consenso pode ser bom ou mau, certo ou errado. Mesmo que a maioria aprove.
    E isso é completamente tendencioso em se falando de futebol. O juiz deveria se abster do senso comum, da chamada pressão, em nome do bom senso condizente com a regra puramente.
    Mas puramente? Não. Na caderneta está dizendo, por exemplo que “ofensa grave ao árbitro é passível de cartão amarelo”. Mas numa confusão de início de jogo um time inteiro agiu dessa forma ofensiva. E agora, como proceder? É necessário se infringir a regra aqui usando de bom senso.
    No dicionário bom senso é “a capacidade intuitiva de distinguir a melhor conduta em situações específicas”.
    É um valor que alguém atribui a algo, certo ou errado, mas que em seu juízo, é correto. É o que alguém crê ser correto, ou ser a decisão óptima.
    Por outro lado, obrigado pelo senso comum, alguém pode ser forçado a se comportar de maneira que não lhe agrada, goste ou não. O bom senso algumas vezes diverge do da maioria. Ele pode estar em acordo com o senso comum ou não.
    Num estádio de futebol acontece uma extrema variação desse conceito. Em jogo de torcida única o senso comum é o do favorecimento único e incondicional do time da casa. Seja como for. Gol de mão, penalty cavado, em impedimento… tudo vale. Desde que seja a favor.
    Mas isso não quer dizer que os torcedores não saibam o certo. O que acontece é uma supervalorização das direitos, e uma completa omissão dos direitos do outro.
    Ocorre hipocrisia quando o torcedor sabe do certo e reivindica algo que vai contra os seus princípios. E pior, ocorre imoralidade quando ele piamente acredita nisso em seu íntimo.
    Nesse cenário é melhor ser hipócrita. Eu sou hipócrita, todos somos, afinal ninguém vai gritar penalty para o adversário. Todos ficam calados. Caso seja a nosso favor, todos gritam.
    Isso não é uma crítica, é o registro de um fato, Tem que ser assim de certa forma. é um jogo, um duelo de forças, e envolve a emoção. O que se torna um real problema são os excessos da torcida, a omissão cega do árbitro, e o abuso do jogador malicioso.

    No caso do árbitro a conduta correta seria seguir a regra. Não se proteger. Ele tem que presumir quando algo excede o senso comum mas é legítimo, e tem que resguardar sobretudo a integridade física dos jogadores.
    É uma tarefa hércúlea se blindar contra a imprensa sensacionalista, jogadores persuasivos, e torcedores irracionais, e ainda ter a coragem e a precisão necessária para fazer justiça.
    Lamentavelmente, sempre que o juiz marca algo, algo lhe ocorre de ruim. Invariavelmente sempre há um julgamento.
    Ele só não passa por essa “dor” se NÃO marcar, se ele MARCAR algum lado protesta.
    Logo, NÃO marcar é uma opção tentadora.

    Ele tem uma profissão de constante tomada de decisões. Esse é o seu penoso ofício. De onde não pode se eximir, se se eximir está na profissão errada. O bom árbitro tem que ter coragem e ser justo.

    Outros exemplos de situações de senso comum e paradigmas que o árbitro se depara:

    *Tiremos como primeiro exemplo um penalty duvidoso: Este naturalmente irá gerar tumulto por parte do time “prejudicado”. O árbitro se alarma disso . Advém uma pressão psicológica. Instintivamente qualquer ser humano age de modo a evitar esse desconforto. E evitando maiores “responsabilidades”, muitas vezes se omite do fato.
    Note que a condição do juiz é algo deveras embaraçosa. Se ele dá o penalty, meio time salta-lhe ásperamente em meio a reclamações e xingamentos, se não dá é até pior, os xingamentos vêm das milhares de pessoas do estádio. Se ele dá e acerta a imprensa nem comenta, se ele dá e erra a imprensa critica.
    O Inconsciente claramente manda que não marque. Ele tem que ser muito racional para marcar.
    Essa pressão cresce exponencialmente se o lance ocorrer em final de jogo ou até mesmo final de campeonato.
    **Confusão generalizada e meio time afronta o juiz com gritos, xingamentos e empurrões. Pior cenário possível. Geralmente o arbitro escolhe apenas um de cada lado e aplica amarelo. A mesma atitude isolada de qualquer um deles em outro momento da partida seria punida. Mas em conjunto não.
    *Goleiro faz cera e toma um cartão amarelo, virtualmente se dá segundo amarelo( vermelho) por cera. Virtualmente nunca se dá cartão a jogador de linha por cera ou anti-jogo.
    *A tolerância é sempre maior com quem já tomou cartão amarelo.
    *O mesmo lance faltoso, ocorrido no meio de campo ou lateral, não é apontado se ocorresse grande área(penalty).
    *O time pequeno naturalmente compensa a diferença técnica com agressividade, que é mais tolerada.
    *Acréscimos inadequados/insuficientes por pressão de um time.
    *Falta de critério em lances similares, etc.

    Como lidar com isso?
    Assim como em uma discussão prolongada ninguém tem toda a razão, o bom senso tem muito a ver com o meio termo, Nem expulsar DOZE jogadores numa confusão aos 5min de jogo, e nem tão pouco deixar o jogo descambar impunemente para a violência.
    Como conciliar bom senso, fair play, e respeito ao próximo com disputa, competitividade, e combate?
    Onde se encontra a linha limítrofe entre garra e violência? Eventuais entradas violentas são inevitáveis uma vez que exigimos garra dos nossos jogadores?
    Nem sempre. Um grande exemplo no Náutico é o nosso Derley, na Seleção temos um Lúcio, no Barcelona um Puyol.
    Infelizmente exemplos negativos como o maneco são mais numerosos. também infelizmente os próprios jogadores dificultam em muito a vida do árbitro. Todas as brechas na regra e todos os atalhos do campo são objetos de uma disputa feroz. Virtualmente nenhum jogador do futebol atual reconhece culpa em lance de lateral, falta, penalty, etc. E esmagadora maioria tenta se justificar de lances óbvios e evidentes. Todo jogador é orientado á jogar com o regulamento”. Todos os árbitros estão apitando partidas mais difíceis. O futebol nunca esteve tão pegado como hoje em dia.
    Analisando de uma forma fria e descontextualizada, este comportamento questionável até manipula corretamente as regras do jogo. Mas será que em paralelo não eleva a tensão à níveis perigosos e limita o bom futebol? Fica a questão.

    Muitos torcedores de outros times se regozijaram com o caso Rogério. Assim seria conosco também se o mesmo tivesse ocorrido, por exemplo, com o marcelinho paraíba do sport.
    Um olhar puramente idealista diria que foi ótimo porque o adversário sofreu uma baixa, mas sob uma perspectiva mais humanista a verdade é que nos regozijamos com a desgraça alheia.
    Essa é a reflexão que nos brinda o caso Rogério. e com ela remetem-se muitas outras que ultrapassam a esfera futebolística. Como a questão da sinceridade, justiça, franqueza e respeito ao próximo.
    Será que se tivéssemos mais RESPEITO com os nossos árbitros, menos ofensas e tumultos, menos rixa por picuinhas que só fazem trocar o que deveria ser o palco da bola em repartição pública as decisões não seriam mais acertadas?
    Será que não lhes fortaleceria a autoridade ao ver o reconhecimento por seus acertos e não apenas por seus erros?
    Será que não se faz necessário uma mudança de postura dos nossos jogadores e torcidas?

  15. Luiz Carlos disse:

    saudaçoes alvirubras, este desfecho foi o retratro da F.P.F. na Pessoa do Evandro Carvalho e sua diretoria que perdoaram um muluque Marcelinho Paraiba, para jogar, então os outros atletas tem o direito de fazer o que querem dentro de campo pois temos uma imprensa capiciosa que não comenta sobre o caso marcelinho que devia sim tirar os 04 jogos de suspensão ( isto para qualquer atleta independente do time ) mais como vamos conseguir isto que a propria lei federal deixa brecha para os desordeiros, malandro, assasinos, agiotas, quem bate em mulher troca as punições por cestas basicas, mais tudo bem é a vida, é a justiça, mais o que conforta é que a justiça de DEUS ninguem escapa.

    Nautico 2 X 0 suzys

  16. jose roberto farias mendes disse:

    ESSE CARA SÓ CHEGA PRA FALAR BONITO. NUNCA FEZ NADA PELO CLUBE. FOI GOVERNADOR, PREFEITO, VEREADOR E MINISTRO E NADA COLOCOU NO TIMBA, NEM UMA PÁ DE TERRA. CHAMAR MANECO DE CRIMINOSO É CHAMAR MAURO QUE JOGU NO NAUTICO NO TEMPO DO HEXA DE MATADOR. NÃO É POR AÍ.ALÉM DO MAIS ELE NÃOTEM CORAGEM PÁRA REPRESEENTAR O CLUBE NA FEDERAÇÃO E EM NADA. SERÁ QUE ELE VAI MANDAR OUTRA CARTA PARA ELÁDIO?

    • Paulo Azevedo disse:

      Caro José Roberto. Nem sei se vc torce pelo Nautico. Peço permissão para discordar da sua agressiva resposta ao grande alvirubro Gustavo Krause. Quem o conhece – eu o conheço muito bem pois estive fazendo oposição ao governo do mesmo na esfera municipal e estadual – sabe se tratar de um homem culto, inteligente, serio e digno no exercicio das funções publicas. Dele, não se aponta uma única corrução enquanto Prefeito do Recife e Governador do Estado. Ao contrari do que hoje vemos em relação a maioria esmagadora dos politicos brasileiros. Prá finalizar, te digo: Eu me orgulho de ter Gustavo Krause como ardoroso e fiel amante e torcedor do Nautico. Ele merece respeito cidadão! Paulo Azevedo – Alvirubro Acima de Tudo.

  17. Emociona-me as belas palavras descritas acima pelo ilustre alvirrubro, Dr. Gustavo Krause. Sinceramente este atleta, se é que podemos chamar de atleta, vem à imprensa dizer que não foi por maldade. Meu querido Deus … se aquilo não foi por maldade, o que podemos chamar de maldade? Tenho certeza que sua consciência até hoje dóe e aliás deverá doer por muito tempo. Levanta a cabeça “Rogério” seja firme, tenha fé, esperança, tenha Deus no seu coração. Sei lá … quatro, cinco, seis meses passará ligeiro e você voltará brilhar nos gramados do Brasil a fora. Concordo e acho que esse jogador deverá ficar fora do futebol durante o período que Rogério não jogar, só assim evitará que outros possam cometer o mesmo ato de covardia.

  18. jose paulo da silva disse:

    e com tristeza que vejo alguns comentarios a respeito da violencia que houve no jogo do nautico contra o america, e esse rapaz nao tomou nebhuma providencia que no final sobrou para uma grande promessa chamada rogerio que nada fez a nao ser jogar um futebol brilhante vibrativo alegre ,aos covardes que fizeram aquele crime nada vai acontecer,tenho certteza,ja ao garoto com um futuro pela frente ver seus sonhos esbarrar em um ato covarde de um companheiro de profissao,a voce rogerio tenho certeza que nosso pai eterno vai derramar sua benças sobre voce,e em breve voce estara de volta aos gramados dando alegria a familia alvirrubra.

  19. Henrique Silva disse:

    Hoje eu ouvi o pessoal da transamérica debatendo a atuação do juiz. É incrível como seus argumentos são vazios, sem fundamentação, se apegaram apenas ao lance do Maneco sobre Rogério. Eles são incapazes de entender que ali foi o desfecho de uma arbitragem omissa e irresponsável. O problema decorreu durante todo o jogo. Os jogadores do Náutico foram cassados o tempo todo. Cito alguns casos: Elicarlos levou uma cotovelada no rosto na lateral direita, Rogério levou joelhadas de todo tipo e outras tantas entradas violentas que o juiz não coibiu, ou seja, o jogo foi muito violento. Sem falar nos erros técnicos cometidos. Portanto, se está incriminando o juiz não é por conta apenas da jogada que tirou Rogério, mas, também, por todo seu comportamento durante o jogo. Agora, não sei se é por falta de coragem, sé é por um corporativismo ridículo, ou se é por que eles não alcançam o problema, mas eu não vejo nenhum cronista esportivo daqui dá essa conotação ao caso. Portanto, precisamos também evoluir em termos de crônica desportiva.

  20. Henrique Silva disse:

    O nosso futebol precisa passar por mudanças urgentes. A começar pela arbitragem. Os árbitros daqui são muito ruins, sem contar que são pessoas de mal com a vida, já entram em campo com raiva, parece que vão para um ringue. Passam uma imagem de pessoas inseguras que se escondem por trás de uma cara feia, não são capazes de dialogar com ninguém, são todos truculentos e raivosos, mas ao mesmo tempo são fracos quando a situação exige uma ação enérgica. O jogo de ontem foi a prova disso. Rogério apanhou o jogo todo, de todas as formas, o próprio Elicarlos levou uma cotovelada, e o juiz não tomou nenhuma providência. Se tivesse punido essas jogadas violentas, nenhum jogador se encorajaria em dar uma entrada violenta como a que vitimou Rogério.
    Outra coisa, não acho uma boa ideia colocar militar para ser árbitro de futebol. Agente sabe que militar traz em si a “síndrome do desacato a autoridade”. Nenhum deles consegue desvencilhasse da condição de militar. Não tenhamos dúvidas de que todos levam para o campo os recalques próprios da profissão, e a empáfia que a farda cria neles. Todos parecem que estão no quartel. Talvez seja essa a explicação para as fisionomias tão sombrias e raivosas que eles passam.

  21. Este Campeonato de malandragem de mafiosos está provado que não tem confiabilidade que não tem nem um minimo de honestidade por parte da F P F Estamos esperando um pronunciamento do SR presidente da F P F. Para não ficar como a punição do Marcelinho Paraiba que perduaro ele Para jogar que é isto!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  22. Maria beltrão disse:

    Muito bom seu ARTIGO DR. Gustavo.Diz tudo que um torcedor gostaria de dizer e não tem sua sapiencia e coragem. Aliás, Coragem foi o que faltou ao juiz chifri, responsavel por todo esse acontecimento.
    Só um detalhe o fato ocorreu no jogo do dia 25/01/2012.
    Ao Dr.Gustavo,Parabéns!!!!!!!!
    Ao Rogério, minhas orações.

    • Roberto Santos disse:

      Caros irmãos Alvirrubros>
      Não bastasse o caso desagradável do nosso atleta Rogério, agora estou extremamente preocupado com o jogo de domingo. O árbitro sorteado para o embate, poucos anos atrás,desfilava orgulhosamente com a camisa do time do mangue. Toda sua família que eu conheço do Pacheco, torce pela coisa.Será que estamos em mais um campeonato de cartas marcadas?

  23. Marinaldo Oliveira disse:

    Bravo, Krause!

    Enfim, uma fiel tradução coerente do pensamento do torcedor, sobretudo, do torcedor alvirrubro, que se sente lesado e indignado com a pancadaria sistemática sofrida no “clássico da técnica contra a indisciplina”.

  24. wellington benevides de carvalho disse:

    Sem comentários quem julgou o Marcelinho Paraiba pela agresão ao jogador Everton Sena
    do Santa Cruz o ano passado ,pune o jogador Marcelinho Paraiba e depois transforma a punição em pagamentos de cestas basicas. É um absurdo e beneficia o Sport clube do Recife que iniciaria a competição sem seu melhor jogador…

  25. Eu estava no campo com meu filho ele ficou muito chogado com o disrespeito,do cara que dis ser jogador profissonal por que ele não vai
    para MMA, ANIMAL.

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