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	<title>Comentários sobre: APROVEITAMENTO</title>
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		<title>Por: Eduardo Ferreira</title>
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		<dc:creator>Eduardo Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2016 10:19:36 +0000</pubDate>
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		<description>HOJE É DIA DE SEGUIR O EXEMPLO DO INTER.

A PAIXÃO POR UM TIME SE ASSEMELHA A UMA FÊNIX
Um time de futebol é um polarizador de emoções. As cores unem todos os corações, ampliam os gritos de gol e incendeiam os torcedores. Uma paixão por um clube se fortalece tijolo a tijolo. Cresce com as vitórias; arrefece com as derrotas. Mas não morre. Cada torcedor carrega no seu peito uma fênix. Ela morre e ressuscita das cinzas das derrotas. Essa paixão imorredoura atravessa crises existenciais. Não se acaba.
Torcedor não troca de camisa. Não torce contra seu time. Suporta ironia, gozações, mas não arreda pé de sua paixão. Essa relação tem como maior exemplo o Internacional de Porto Alegre, o colorado gaúcho. Ao surfar pelo site do Inter, constata-se essa paixão colorada. Em texto recheado de fatos históricos, um detalhe me chamou a atenção: a construção do estádio.
“Exatamente no ano em que estava terminando uma longa hegemonia do Inter no futebol gaúcho, 1956, começou a história da construção de um grande estádio, o Beira-Rio. No dia 12 de setembro de 1956, o vereador Ephraim Pinheiro Cabral, um homem do futebol, que por várias vezes presidiu o Inter, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área que seria aterrada no rio Guaíba. Na verdade o Inter estava ganhando era um terreno dentro da água. Só em 1959 o clube fincava as primeiras estacas do Beira-Rio”.
Mas o que me deixou de queixo caído foi o parágrafo seguinte: “O Beira-Rio foi construído em grande parte com a contribuição da torcida, que trazia tijolos, cimento e ferro para a obra, inclusive do interior. Nesse sentido, havia programas especiais de rádio, para mobilizar os torcedores colorados em todo o Rio Grande do Sul. Consta que até Falcão, mais tarde ídolo colorado, chegou a trazer tijolos para a construção”.
Num intervalo de 34 anos – entre 1956 e 1990 – o maior rival do Inter, o Grêmio Porto alegrense conquistara 18 campeonatos. Foram um hepta, um hexa e uma penta. Nem por isso, os colorados deram as costas ao clube. Pelo contrário, o clube renasceu das cinzas com o apoio concreto dos torcedores.
Essa paixão colorada me transportou ao meu clube de coração, o Náutico. O torcedor alvirrubro, carente de vitórias, chegou a ser motivo de gozação numa postagem no Facebook. Uma amiga assistia a uma partida do Brasil pelas Olimpíadas em companhia de um alvirrubro. Não aguentou. Era muito pessimismo para uma pessoa só.
Esse pessimismo fica claro, patente, nos sites do clube, principalmente no Nauticonet. A situação chegou a uma disputa político-ideológica, como se uma torcida fosse dividida, nas arquibancadas, em direita, centro e esquerda. Paixão por um clube está acima de qualquer ideologia.
Nesse caldeirão, a diretoria lançou na terça-feira, 23 de agosto, a campanha Voltando para Casa, destinada à arrecadação de fundos. Mensalidades de acordo com o nível de renda de cada torcedor. Valores diferenciados porque o Náutico não é mais o time da elite. Não se pede tijolo, nem cimento, nem ferro. Com a contribuição, o clube quer ter seu campo, seu caldeirão, uma casa para chamar de sua.
Vamos reacender a chama da nossa paixão. É hora de todo mundo lutar por um objetivo: voltar ao Eládio de Barros Carvalho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>HOJE É DIA DE SEGUIR O EXEMPLO DO INTER.</p>
<p>A PAIXÃO POR UM TIME SE ASSEMELHA A UMA FÊNIX<br />
Um time de futebol é um polarizador de emoções. As cores unem todos os corações, ampliam os gritos de gol e incendeiam os torcedores. Uma paixão por um clube se fortalece tijolo a tijolo. Cresce com as vitórias; arrefece com as derrotas. Mas não morre. Cada torcedor carrega no seu peito uma fênix. Ela morre e ressuscita das cinzas das derrotas. Essa paixão imorredoura atravessa crises existenciais. Não se acaba.<br />
Torcedor não troca de camisa. Não torce contra seu time. Suporta ironia, gozações, mas não arreda pé de sua paixão. Essa relação tem como maior exemplo o Internacional de Porto Alegre, o colorado gaúcho. Ao surfar pelo site do Inter, constata-se essa paixão colorada. Em texto recheado de fatos históricos, um detalhe me chamou a atenção: a construção do estádio.<br />
“Exatamente no ano em que estava terminando uma longa hegemonia do Inter no futebol gaúcho, 1956, começou a história da construção de um grande estádio, o Beira-Rio. No dia 12 de setembro de 1956, o vereador Ephraim Pinheiro Cabral, um homem do futebol, que por várias vezes presidiu o Inter, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área que seria aterrada no rio Guaíba. Na verdade o Inter estava ganhando era um terreno dentro da água. Só em 1959 o clube fincava as primeiras estacas do Beira-Rio”.<br />
Mas o que me deixou de queixo caído foi o parágrafo seguinte: “O Beira-Rio foi construído em grande parte com a contribuição da torcida, que trazia tijolos, cimento e ferro para a obra, inclusive do interior. Nesse sentido, havia programas especiais de rádio, para mobilizar os torcedores colorados em todo o Rio Grande do Sul. Consta que até Falcão, mais tarde ídolo colorado, chegou a trazer tijolos para a construção”.<br />
Num intervalo de 34 anos – entre 1956 e 1990 – o maior rival do Inter, o Grêmio Porto alegrense conquistara 18 campeonatos. Foram um hepta, um hexa e uma penta. Nem por isso, os colorados deram as costas ao clube. Pelo contrário, o clube renasceu das cinzas com o apoio concreto dos torcedores.<br />
Essa paixão colorada me transportou ao meu clube de coração, o Náutico. O torcedor alvirrubro, carente de vitórias, chegou a ser motivo de gozação numa postagem no Facebook. Uma amiga assistia a uma partida do Brasil pelas Olimpíadas em companhia de um alvirrubro. Não aguentou. Era muito pessimismo para uma pessoa só.<br />
Esse pessimismo fica claro, patente, nos sites do clube, principalmente no Nauticonet. A situação chegou a uma disputa político-ideológica, como se uma torcida fosse dividida, nas arquibancadas, em direita, centro e esquerda. Paixão por um clube está acima de qualquer ideologia.<br />
Nesse caldeirão, a diretoria lançou na terça-feira, 23 de agosto, a campanha Voltando para Casa, destinada à arrecadação de fundos. Mensalidades de acordo com o nível de renda de cada torcedor. Valores diferenciados porque o Náutico não é mais o time da elite. Não se pede tijolo, nem cimento, nem ferro. Com a contribuição, o clube quer ter seu campo, seu caldeirão, uma casa para chamar de sua.<br />
Vamos reacender a chama da nossa paixão. É hora de todo mundo lutar por um objetivo: voltar ao Eládio de Barros Carvalho.</p>
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