Justiça obriga empresas a pagarem despesas com recuperação de Lucas Lyra, baleado em 2013
Com antecipação de tutela, torcedor pode voltar para casa com direito a homecare
Lucas estava morando no hospital desde que foi baleado e vem enfrentando uma árdua e longa recuperação
No próximo dia 16 de fevereiro, completam-se três anos do crime contra o torcedor do Náutico, Lucas de Freitas Lyra, baleado na cabeça, em frente à sede alvirrubra, por um segurança da empresa de ônibus Pedrosa, antes de uma partida contra o Central pelo Campeonato Pernambucano. Após lutar pela vida, o estudante, hoje com 22 anos, vem passando por um longo processo de recuperação e agora está muito perto de retornar para casa. Para isso, contou com uma vitória na Justiça. Na última quarta-feira, o juiz José André Machado Barbosa Pinto, concedeu uma antecipação de tutela ao jovem, na qual obriga a Pedrosa e o Grande Recife Consórcio de Transporte a custear toda a sua recuperação, com direito a medicamentos, profissionais e a instalação de uma homecare.
A decisão foi públicada no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira. A partir daí, as duas empresas passaram a ter até cinco dias para começar a cumprir com o que foi determinado pela Justiça. Prazo que se encerra nesta terça, sob risco de multa diária de R$ 3 mil caso não seja atendido. Procurado pela reportagem do Superesportes, tanto o Grande Recife Transportes, quanto a Pedrosa, via assessorias de imprensa, informaram que ainda não foram notificadas oficialmente. Ambas as empresas têm até a próxima segunda-feira para recorrer da decisão, dada em 1ª instância.
Para o advogado de Lucas Lyra, Luis Carlos Tavares, a decisão foi uma vitória. Mas que ainda pode ser melhorada. O defensor ainda busca conseguir uma pensão e uma indenização para o jovem. “Essa foi uma decisão preliminar, mas é uma vitória que garante um tratamento de forma continuada e sendo custeado pelas empresas, que incluiu tudo o que é necessário para que Lucas tenha uma vida confortável em casa. Isso inclui também um aluguel de um imóvel já que o atual da família é inapropriado para receber uma homecare, pois não tem espaço”, explicou o advogado.
“Foi uma vitória, mas não de 100% porque não conseguimos ainda a pensão e um meio indenizatório, que foi negado nessa primeira instância. Nossa ação é por danos materiais e pessoais. Não vejo como ser diferente. Mesmo que a empresa esteja protegendo seu patrimônio, nada justifica um ato como esse. Um segurança andar armado e atirar contra uma pessoa. Quem faz uma ação dessa deve arcar com o ônus”, completou o representante.
Família e recuperação
Como não poderia deixar de ser, a vitória na Justiça foi recebida como um alívio para a família de Lucas Lyra. Afinal, desde o início do processo, em outubro de 2013, lá se vão dois anos e meio de espera. “O sentimento é de gratidão e recomeço. Agora Lucas vai sair de um leito hospitalar e iniciar a reabilitação em casa, onde terá mais contato com a família e os amigos. Vai voltar a ter uma rotina. Além disso, no hospital, ele ficava 24 horas exposto a uma infecção”, comemorou a irmã, Mirela Lyra. “Na última pesquisa que fizemos, os gastos com a medicação chegavam a quase R$ 7 mil por mês. Fora os profissionais que o atendem como enfermeiros e fisioterapeutas”, contou.
Atualmente, Lucas Lyra já consegue se alimentar normalmente e vem melhorando a fala. Além disso, consegue mexer braços e pernas, apesar de ainda não conseguir caminhar. Porém, devido ao tiro recebido e aos medicamentos, sofreu um curvamento nas retinas e perdeu a visão periférica. Segundo a irmã, no entanto, com as terapias, não há risco de perda da visão total.
Por: João de Andrade Neto /Superesportes
Foto: Bobby Fabisak
lucas, vc é um verdadeiro torcedor do clube náutico capibaribe, lutador pela vida, estamos torcendo por vc, que Deus te abençoe, um grande abraço…..
Força Lucas. Vais sair dessa logo logo.
Deus está contigo, tenho certeza.
Abraço.
E o marginal que atirou nele foi preso ou está gozando a vida solto por aí?
Esse país é a maior vergonha do planeta terra.
Impunidade em cima de impunidade.
Bandido mata e fica solto.
Também com os presidentes que temos a vida inteira e com o resto da politicada brasileira a gente vai esperar o que da justiça injusta com a sociedade? Nada.