Dal Pozzo fala sobre a busca constante pela intensidade para que o Náutico mantenha o foco
Treinador alvirrubro entende que é preciso encarar os treinos como se fossem jogos
A falta de sequência de jogos pode ser um dos principais inimigos de uma equipe de futebol. Principalmente quando o time vem bem, embalado e busca manter o ritmo forte. O Náutico, neste primeiro quadrimestre do ano, entretanto, tem enfrentado algumas séries de interrupções. Quebra a sequência. Trava o ritmo. E pode contribuir para que os jogadores percam o foco que os mantinha em alto nível de competitividade. Não é o que acontece no Timbu. Exigente, o técnico Gilmar Dal Pozzo requer total concentração de seus atletas em todos os treinamentos. No clube alvirrubro, há uma demanda cotidiana: a busca constante pela intensidade. Foi assim nas últimas duas semanas. E é por isso que o comandante timbu acredita que seu time vai entrar forte frente ao Central amanhã.
O treinador gaúcho é um homem de convicção. No seu trabalho e nas suas filosofias de jogo. Uma delas é a intensidade. Para que os atletas não percam, em momento algum, o foco. Por isso, o comandante alvirrubro exige que seus jogadores treinem com intensidade, como se emulassem um jogo real, para estarem sempre preparados para o momento entrarem em campo. “É um conceito que eu tenho”, admite. “Os treinos são em alta intensidade para preparar os atletas. Para fazer um jogo em alta intensidade, tem que treinar forte”, acrescenta.
O Náutico não entra em campo há duas semanas, desde que empatou por 1 a 1 com o Santa Cruz, no Arruda. Lapso temporal que poderia prejudicar o Timbu. Mas não sob o comando de Dal Pozzo. No que depender de sua cobrança diária, os alvirrubros vão entrar amanhã em campo, contra o Central, como se a partida acontecesse logo na sequência do Clássico das Emoções. “Se não treinarem forte só porque ficou duas semanas sem competição e deixar na véspera do jogo para se preparar, não vai se preparar. A nossa preparação já começou no primeiro dia. Treinando no limite para se condicionar para o jogo”, afirma.
E o treinador explica seu ponto de vista. “Quando você faz isso, você treina técnica, tática, física e, principalmente, mentalmente. O atleta fica preparado para o jogo. Porque nós temos a sequência de jogos e depois a semifinal e também o Campeonato Brasileiro. E para buscar a intensidade no jogo, não tem mágica. É o trabalho no dia a dia”, argumenta.
Central esfacelado
O Central vem ao Recife com seu elenco esfacelado. O técnico Flávio Barros só vai poder contar com três elementos no banco de reservas. Problema que, na visão de Gilmar Dal Pozzo, não representa uma facilidade para o Náutico. “Até porque a gente sempre respeita qualquer adversário. E acho que nem o próprio Central sabe a equipe que vai vir jogar”, comenta o treinador. O comandante alvirrubro, entretanto, vai além e diz que o importante é manter o foco no seu time. “Vamos fazer o nosso jogo também. A gente estava bastante preocupado com a nossa equipe, para dar um padrão. Não vamos das nossas características, que é marcar pressão, adiantar as linhas dentro do campo deles, retomar a posse de bola, ter a posse de bola, esperar os momentos das infiltrações, criar as situações para concluir a gol.”
Por: Emanuel Leite Jr. /Especial para o Diario
Foto: Hildo Neto/Náutico