Ainda sem estrear, Jimenez projeta crescimento profissional no Náutico
Volante paraguaio, que chegou sob aval de Ortigoza, ressalta polivalência e revela briga diária para se adaptar ao novo idioma
Quinto contratado pelo Náutico para a disputa da Série C, o volante Jorge Roa Jímenez teve uma carreira curta. Formado no clube San Telmo, na Argentina, atuou em seu país de origem pela primeira vez no ano passado, quando defendeu o Nacional, do Paraguai. Encarando o desafio de uma nova lingua, o atleta de 25 anos – apresentado oficialmente na tarde desta segunda-feira – chega ao Alvirrubro sob a alcunha de polivalente, com o aval do atacante Ortigoza e projetando crescimento profissional.
“Minha família, que mora na Argentina e no Paraguai, está muito informada sobre o Náutico. O futebol brasileiro, para nós, é um campeonato muito competitivo, que a mim vai servir para crescer profissionalmente”.
Regularizado na última semana, o volante apareceu como opção para o técnico interino Dudu Capixaba na partida contra o Salgueiro. Mas não deixou o banco de reservas.
Apesar de Ortigoza ter sido um dos responsáveis pela vinda do jogador, o contato entre os dois foi pouco antes da chegada de Jimenez ao Recife.
- Conheço ele (Ortigoza) como pessoa, como profissional e falei com ele para poder vir. É um clube muito grande, campeão recentemente de um campeonato muito importante. Ele me deu confiança para poder vir para o Brasil. Falamos muito pouco. Mas procurando na internet, fui conhecendo o clube, vendo o que representa no Brasil. É muito importante para minha carreira.
Os paraguaios não chegaram a dividir os gramados antes da chegada ao clube da Rosa e Silva, mas o idioma foi visto pela diretoria como um facilitador para o entrosamento entre a dupla. Fator que, apesar da recepção positiva no clube, tem sido uma barreira enfrentada pelo jogador.
- Adaptação para mim é fundamental. Na chegada no clube, os companheiros me receberam muito bem. O idioma é o mais difícil, mas com a conversa no dia a dia vou aprender melhor.
Apesar de volante de origem, o jogador também atua como lateral-direito. Posição que conta com Thiago Ennes e Bryan, ambos voltando de lesão, e setor que inclusive deixou uma dor de cabeça no time quando, nos confrontos contra Confiança e Salgueiro pela Série C, o volante Luiz Henrique precisou jogar improvisado na função.
- Me sinto melhor como primeiro volante, com muita marcação como me acostumei a jogar na Argentina e Paraguai, e muito técnico. Me sinto muito bem jogando de segundo volante, mas também tendo que chegar ao gol. Na lateral direita me sinto muito confortável também.
Matéria: https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/times/nautico/noticia/ainda-sem-estrear-jimenez-projeta-crescimento-profissional-no-nautico.ghtml
Por: Camila Alves/Globo Esporte Recife
Foto: Léo Lemos-Comunicação Náutico