Cruzeiro 2×2 Náutico
Brasileirão – 12/10/2007
Deu 25
Era o dia da criança, mas o duelo era entre adultos. Muitas histórias entre os dois adversários. Algumas delas viraram lendas.
Um Mineirão com 30 mil cruzeirenses, e apenas um punhado de bravos alvirrubros.
O Timbu, cheio de desfalques, parecia presa fácil para a raposa. Aos 37′ do 1° tempo o placar já apontava Cruzeiro 2×0.
Roberto Fernandes abre o verbo no intervalo e acorda o time.
Aos 17′ do 2° tempo acontece um dos mais belos gols já vistos lá pelas bandas dos Confins.
Acosta recebe a bola dentro da grande área. Dá um corte no primeiro zagueiro, que sai, coitado, deslizando, sentado no gramado.
Avança dois metros e chega na pequena área. O goleiro Fábio fecha o ângulo. Um zagueiro fica na linha do gol fechando o outro ângulo.
Nesse segundo outros dois zagueiros aproximam-se do frio e calculista uruguaio, que avança mais um metro.
Nesse instante, Acosta dá um toquinho na bola, digno de um exímio jogador de sinuca.
Deu tempo ainda passar um giz na ponta da chuteira.
Uma tacada com um toque especial. Um repique, que fez a bola branca morrer, descaindo, no fundo da caçapa.
Esse gol acordou o time, que partiu com tudo em busca do empate.
E para coroar a fantástica exibição, aos 33 minutos do segundo tempo, o alvirrubro com a camisa 25 dá um meio voleio e coloca a bola de novo no fundo das redes do Cruzeiro.
Estava empatada a partida.
Deu tempo ainda para o gringo ser expulso de campo, e tomar um banho mais cedo.
Naquele 12 de outubro de 2007 deu 25 na cabeça.
Um jogo histórico!
Por Carlos Henrique