DÍVIDA

Náutico quita dívida de R$ 1,2 mi a atacante, e presidente elogia vice em negociação: “Foi ninja”
Uruguaio Olivera jogou no Timbu na Série A e Sul-Americana em 2013; presidente Edno Melo lembrou negociação dura, agilidade de vice Diógenes Braga e dinheiro próprio de ambos utilizado no início

Após quitar débitos com o técnico Milton Cruz, o Náutico pagou mais uma dívida do passado. Nesta sexta-feira à noite, o clube conseguiu resolver uma situação que se arrastava desde 2013, quando o atacante uruguaio Juan Manuel Olivera deixou o clube cobrando salários atrasados. Pagar o valor de cerca de R$ 1,2 milhão demandou muito esforço, de acordo com o presidente atual do clube, Edno Melo. O atleta chegou a acionar a Fifa, o que causou risco do Timbu perder pontos na Série C do ano passado.

- Isso voltou a surgir em 2018, no início da nossa gestão. Nós estávamos arriscados a perder seis pontos na Série C por conta dessa dívida, de administrações passadas. O clube estava crise, e a gente não tinha como pagar. A gente não tinha de onde tirar – afirmou o presidente.

De acordo com ele, o vice-presidente Diógenes Braga foi fundamental para o início da resolução do problema. Após uma noite de conversas na casa de Edno, Diógenes foi a São Paulo para encontrar com o representante de Olivera, Miguel Gareppe, e tentar chegar a um consenso.

- Diógenes foi muito importante. Foi ninja. Ele pegou um avião, foi para São Paulo, conduziu uma negociação dura, travada. Na época, o advogado queria uma entrada de R$100 mil, e o clube não tinha. Nós concordamos em rachar isso. Cada um pagou R$50 mil para pelo menos pagar alguma coisa e dissemos ao advogado dele: “Você tem que confiar em nós” – lembrou Edno.

A confiança, ainda conforme a versão de Edno, não aconteceu de imediato. Teve de ser conquistada. Segundo o presidente do Náutico, sempre que o clube conseguia vender um atleta, repassava uma parte para Gareppe e Olivera, a título de amortização da dívida.

- Vendemos Robinho (ao Bragantino). Eu liguei para ele, falei que tinha acontecido a venda, passamos um percentual. vendemos Luiz Henrique para um time português. Depois foi Jobson. Repassamos um percentual para ele. Nessa terceira vez, ele começou a acreditar na gente.

Após ser estabelecida uma relação de confiança, a situação se acalmou – a ponto de o clube pedir mais tempo para pagar, mesmo com a venda de Thiago. Nesta sexta, a dívida foi enfim quitada, o que, para o presidente Edno Melo, representa uma conquista importante.

- É mais um passo no resgate da credibilidade do clube, uma das coisas mais importantes que estamos fazendo, que é honrar os compromissos que assumimos.

Matéria: https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/times/nautico/noticia/nautico-quita-divida-de-r-12-mi-a-olivera-e-presidente-elogia-vice-em-negociacao-foi-ninja.ghtml
Por: Globo Esporte
Foto: Aldo Carneiro

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