IMPRENSA

O tempo passa e algumas coisas nunca mudam. Muitas coisas nunca mudam, mas hoje vamos nos debruçar sobre uma questão que se repete muito nos comentários do site da NauticoNET: a imprensa pernambucana só fala mal do Náutico, a imprensa do sul e sudeste só fala mal do Náutico, a imprensa de seja lá onde for só fala mal do Glorioso de Rosa e Silva. Aí eu quero fazer um convite aos leitores. Vamos refletir sobre a postura que devemos ter.

Devemos buscar culpados como os flamenguistas fizeram ao reclamar de Simon e achincalharem os jornalistas que defenderam o árbitro? Devemos perpetuar a postura de coitadinhos? É este o caminho? Jornalistas são totalmente livres para fazer o que quiserem ou devem dar a notícia seja ela qual for? O julgamento está sendo justo ou apenas emocional?

Respondendo cada uma das indagações acima com a maior vontade de manter compromisso com a justiça, o equilíbrio e com bons argumentos, vamos tentar mostrar que devemos dar um passo rumo à evolução no que tange ao relacionamento com a imprensa e os jornalistas. Não importa de onde sejam os tais jornalistas e sim as muitas características que unem esses profissionais. Primeira resposta é positiva, ou seja, sim há culpados, mas nem sempre acertamos quem ele é. A maior razão para isso é que culpado no singular é praticamente uma injustiça gigantesca. Então culpados são muitos e compreender isso já vai ajudar nas próximas respostas. Se o Náutico passa por problemas e hoje são bem menores que em anos anteriores, há uma componente histórica. O Náutico foi mal administrado durante anos e desde 2001 que o clube vem crescendo. Infelizmente o ritmo de crescimento deu uma diminuída, pois houve uma época de efervescência: ampliação do estádio; marketing mais forte e mais agressivo; campanhas de sócio, investimentos nas categorias de base e um contínuo investimento em melhorias em todas as áreas da sede social.

Respondendo a pergunta número dois é só lembrar os anseios de todos no começo do brasileirão. Os comentários eram de lutar pelo título, caso não conseguisse viria a Libertadores e no mínimo a Sul-americana. Desejos assim não combinam com coitadinhos. Não há futuro para os alvirrubros a não ser continuar a luta e perpetuar indefinidamente o título de Glorioso de Conselheiro Rosa e Silva. É preciso ser mais e não perder a dimensão do que somos. Para os alvirrubros o Náutico é mais e melhor em tudo, mas jornalista não é torcedor.

As duas últimas questões serão respondidas em conjunto. Os jornalistas podem até querer falar o que querem, mas não dá. Parece óbvio, mas por escutar tantas queixas de torcedores, inclusive dos outros times de Pernambuco fica claro que não é tão simples enxergar isto. Agora vamos aos fatos. Os jornalistas de São Paulo falam quase que 100% dos times de lá. Os do Rio de Janeiro dos times do Rio. E por acaso os de Pernambuco falam dos times de onde? Deixem eles para lá. Eles não estão errados. Estão fazendo o trabalho deles. O que será que pensam os torcedores do Central, do Salgueiro, do Petrolina ao escutarem um programa das rádios de Recife e constatarem que nada, ou quase nada, se fala sobre eles? Então não é justo falar tão mal dos jornalistas e crucificá-los. Ao contrário, olhem para eles como uma espécie de escravos. Como? Não tem jeito, jornalista tem de dar a notícia, quer queira quer não. Nem importa de onde ele é. Se o Náutico for campeão do Pernambucano vão ter de falar. Os jornalistas de Pernambuco podem ter ódio ao Clube Náutico, mas vão ter de ir para frente das câmeras de televisão e dar os parabéns, os que escrevem nos jornais da mesma forma e os radialistas irão falar nas rádios para todos ouvirem. Se o Náutico for avançando na Copa do Brasil e for Campeão os jornalistas de Pernambuco e agora os do Brasil vão ter de falar do Timbu. Não tem jeito. Se o título de campeão brasileiro vier para a Rosa e Silva o mundo vai ter de falar dos alvirrubros pernambucanos. Não é opcional, eles são obrigados. O danado é que não temos feito por onde fazê-los falar e escrever aquilo que queremos ouvir. Para concluir vamos ter em mente a situação em que o Jornalista fala bem do Náutico, não necessariamente ele tem o mínimo apreço às cores vermelha e branca. Não se iludam com os profissionais que estão para informar. Uma opinião dada por qualquer um deles deve ser respeitada desde que não venha carregada de preconceito e dolo, afinal ele pode até ser um profissional incompetente, mas se quiser prejudicar a entidade é um problema de caráter.

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