HISTÓRIA

Seu nome: Sílvio Tasso Lassalvia. Nasceu em 11 de agosto de 1942, em Olinda. Seu apelido: Bita. Depois Bita virou nome de craque. E veio outro apelido. O Homem do Rifle.

Sílvio Tasso Lassalvia morreu com 50 anos. Bita continua vivo na memória dos alvirrubros. Ele deixou um legado de glórias que nunca será esquecido.

Quando Bita marcou seu primeiro gol jogando pelo time principal do Náutico, no dia 27 de janeiro de 1962, os maiores goleadores alvirrubros em toda a história eram Fernando Carvalheira com 185 e Ivson com 118 gols.

Mesmo sendo uma promessa que despontara com brilho nas divisões de base do Náutico e na Seleção juvenil de Pernambuco, não era fácil prognosticar que aquele garoto seria, em breve, o maior goleador da história do Náutico.

No dia 06 de outubro de 1965, no célebre jogo da virada contra o Sport, Bita completou 118 gols, igualando a marca de Ivson e passando a dividir com ele a 2ª posição na lista dos maiores goleadores da história do Náutico. O gol de nº 118 foi o 5º da vitória alvirrubra que perdia por 3×1 até os 27 minutos do 2º tempo.

Naquela época ninguém fazia as estatísticas históricas, e se desconhecia quem estava no topo da lista. Bita nunca ficou sabendo que, naquele Náutico x Sport passou a ser o 2º da lista e que Fernando Carvalheira seria o próximo objetivo a ser alcançado.

Num jogo do Campeonato Pernambucano, na Ilha do Retiro, Contra o Íbis, Bita marcou 5 dos 9 gols da goleada de 9×1. Quando marcou o quarto destes 5 gols, igualou a marca de Fernando Carvalheira. Quando fez o quinto, ultrapassou. A partir daquele 06/04/1969, Bita passou a ser o maior goleador da história do Náutico.

Mas, ainda tinha marcas a alcançar. Jogando com a mesma camisa de times pernambucanos, dois jogadores ficavam à sua frente. Tará tinha feito 207 gols com a camisa tricolor e Traçaia 201 com a camisa rubro-negra. Bita pulverizou as duas marcas. Em 05/07/1970 superou a marca de Traçaia, num jogo contra o Santa Cruz. E em 01/10/1970 superou a marca de Tará, num jogo contra o Botafogo-PB.

Bita passou a ser, também, o jogador que mais vezes mandou a bola às redes, defendendo a mesma camisa de um clube pernambucano.

Convém destacar que em 1967 só jogou 24 das 57 partidas disputadas pelo Náutico. Em 1968, esteve presente em apenas 6, dos 58 jogos em que os timbus estiveram envolvidos. A razão desta ausência na maioria dos jogos foi sua transferência para o Nacional de Montevidéu, onde, devido a uma lesão no joelho, não brilhou.

Quando foi transferido para o Nacional de Montevidéu Bita era o 2º na lista dos maiores goleadores do Náutico, atrás de Fernando Carvalheira. Não fosse a lesão no joelho, Bita, com toda certeza, teria brilhado no Uruguai e sua carreira teria tomado outro rumo.

Quis o destino, que Bita não fosse bem sucedido no Uruguai e voltasse para o Náutico para se recuperar da lesão no joelho e fazer história, passando a ser o maior goleador do Náutico, e motivo de orgulho da torcida alvirrubra.

Bita foi artilheiro dos Campeonatos Pernambucanos de 1964, 1965 e 1966.

Bita Participou da conquista de 17 títulos do Náutico: Hexa-Campeão Pernambucano, Tri-Campeão do Norte, Vice-Campeão Brasileiro, Tetra-Campeão do Torneio Início, Campeão do Torneio do Centenário de Campina Grande, Campeão do Torneio Quadrangular dos 430 anos do Recife e Campeão do Torneio Quadrangular de Salvador.

Hoje, Bita ocupa o primeiro lugar na galeria dos maiores goleadores do Náutico em todos os tempos, com 223 gols. É o único jogador que alcançou e superou a marca dos 200 gols.

Uma resposta a HISTÓRIA

  1. Alessandro da Silva Lima disse:

    PESSOAL DA NAUTICONET, MAS UMA VEZ PERGUNTO…
    GOSTARIA DE SABER QUANTOS GOLS NOSSO LENDÁRIO ARTILHEIRO "BIZU" fez pelo
    glorioso TIMBU!?!?
    Pois, numa reportagem passada sobre os grandes goleadores alvirrubros não citaram "BIZU".Até agora não tive
    RESPOSTA!?!?!?!?

  2. Júlio de Lemos disse:

    Prezado ENRICO,

    E mais: conta-se que em um jogo contra a cachorra de peruca, na campanha do Hexa, Bita marcou um gol de pênalti e disse ao arqueiro dela em que canto iria bater.

    DEU UMA BOMBA TÃO FORTE QUE O GOLEIRO SÓ VIU A BOLA QUANDO ELA SAIU DA BARRA, DEPOIS DE ESTUFAR AS REDES.

    Esse gol foi magistralmente narrado por Ivan Lima, o eterno Gandula de Ouro.

    Assim que o árbitro apontou para o meio, iniciou-se uma confusão no jogo, pois a mundiça da cachorra não se conformava com a penalidade.

    "QUE SURJAM OUTROS BITAS NO NÁUTICO". ESSE É O MEU FORTE DESEJO!

    Saudações Alvirrubras!!!!!!

  3. Júlio de Lemos disse:

    Prezado ENRICO,

    E mais: conta-se que em um jogo contra a cachorra de peruca, na campanha do Hexa, Bita marcou um gol de pênalti e disse ao arqueiro dela em que canto iria bater.

    DEU UMA BOMBA TÃO FORTE QUE O GOLEIRO SÓ VIU A BOLA QUANDO ELA SAIU DA BARRA, DEPOIS DE ESTUFAR AS REDES.

    Esse gol foi magistralmente narrado por Ivan Lima, o eterno Gandula de Ouro.

    Assim que o árbitro apontou para o meio, iniciou-se uma confusão no jogo, pois a mundiça da cachorra não se conformava com a penalidade.

    "QUE SURJAM OUTROS BITAS NO NÁUTICO". ESSE É O MEU FORTE DESEJO!

    Saudações Alvirrubras!!!!!!

  4. Enrico Duarte da Costa Oliveira disse:

    Em suma, Bita foi um MONSTRO de jogador!!!!!!

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