PERNAMBUCANO 2003

Hoje vai ser dado o ‘pontapé inicial’ no Campeonato Pernambucano de 2003, com a realização da primeira reunião do Conselho Arbitral, com os representantes dos dez clubes participantes e a Federação Pernambucana de Futebol (FPF). Eles analisam, a partir das 18h, na sede da entidade, as duas propostas de fórmulas de disputa para o certame, com 30 e 24 datas, em vez das 12 determinadas pelo novo calendário instituído pela CBF.

“Vamos conversar com a CBF e achamos que não haverá problemas, pois não existirá choque de datas. A CBF não pode acabar com o futebol dos Estados”, explica o vice-presidente da FPF, José Joaquim Pinto de Azevedo. Depois desta reunião, haverá outra para a aprovação do regulamento, com data ainda a ser definida. O ausente da reunião será o Sport. O presidente Fernando Pessoa, já avisou à FPF que não enviará representantes à votação por causa do jogo decisivo contra o Jundiaí, também hoje. “Não chegamos a estudar nem uma das propostas”, disse Pessoa.

A primeira proposta prevê um campeonato mais extenso – quase seis meses – e com um maior número de jogos. O Estadual teria três turnos, distribuídos ao longo de 30 datas e com duração prevista de 19 de janeiro a 9 de julho. O primeiro turno seria disputado com as dez equipes jogando entre si, só em ida. Os jogos de volta valeriam como o segundo turno. Na terceira e última parte, haveria um hexagonal, com os seis melhores classificados na contagem de pontos nos turnos anteriores, em jogos de ida e volta. Seriam rebaixadas à Segundona, os dois piores dos quatro times não-classificados.

Essa fórmula é a preferida da FPF e é a que deve vencer, segundo apurou a reportagem do JC, com os representantes dos clubes. “É a ideal, pois foi com ela que realizamos a melhor competição que já tivemos e, além disso, há mais clássicos”, diz José Joaquim. Por esse método de disputa há a possibilidade de realização de um supercampeonato, se cada turno tiver um campeão diferente (com todos os vencedores jogando entre si), havendo empate de pontos na disputa entre os três, serão aplicados os critérios de desempate, para definir os dois que farão uma extra.

Em outra hipótese – afastando-se a do supercampeonato –, se um time ganhar dois turnos, haverá uma extra com o vencedor do outro turno, com empate nessa extra, a decisão vai para a prorrogação e, persistindo a igualdade, o vencedor dos dois turnos será o campeão. Mas se o vencedor da extra, for o ganhador de só um turno, haverá mais dois jogos, em caso de empate, nas decisões, será campeã a equipe com melhor campanha ao longo do certame.

A segunda proposta é a de um campeonato mais enxuto e com um maior número de jogos decisivos, de 17 de janeiro a 20 de junho, com quatro fases. A primeira será disputada em ida e volta e as outras três fases seriam realizadas em mata-matas, até ser conhecido o campeão. “Essa fórmula é bem moderna, avançada”, elogia José Joaquim.

classificando-se à próxima etapa, os oito primeiros – os dois piores seriam rebaixados. Na segunda fase (quartas-de-final), começariam a vigorar os mata-matas, até chegar-se à final. Em caso de empate, nos mata-matas, classificar-se-iam os times de melhor saldo de gols no duelo e de melhor índice técnico da primeira fase.

VOTAÇÃO – Todos os clubes têm direito a voto, com peso qualitativo, segundo colocação do último Estadual: Náutico, 10 votos, Santa Cruz, 9, Sport, 8, Central, 7, AGA, 6, Inter, 5, Recife, 4, Petrolina, 3, Itacuruba, 2, e 1º de Maio, 1.

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