LIVRO

Era o dia 19 de abril de 2009. Exatos três meses se passaram. Após os telefonemas para Carlos Celso e Lucídio, começava uma aventura:

A aventura de escrever sobre o centenário do Clássico dos Clássicos.

Mas como escrever sobre cem anos de história? Como transcrever no papel a emoção das arquibancadas? E, principalmente, como escrever sobre o arqui-rival Sport sem perder a ternura?

Difícil. Muito difícil. Porém, como dizia o presidente americano Abraham Lincoln: “Não são os anos de vida que contam; É a vida contida nesses anos que fazem a diferença”. De que vale a vida sem aventura? Mãos à obra!

Escolhemos os cinqüenta jogos mais importantes. As finais, as viradas, a primeira vez, o exótico. Até bode apareceu na história… Ficou alguma partida de fora? Sim! Na verdade ficaram de fora 462 partidas! Fazer o que?

Mas depois de revisado o material, uma certeza: Todos que lessem o texto encontrariam uma partida marcante em suas vidas de torcedor. E aquele que não fosse pernambucano, ou torcedor dos dois clubes, encontraria emoção e surpresa. Gol e arte.

Para apresentar o texto pensamos em duas pessoas inesperadas.

‘Estrangeiros’.

Juca Kfouri e Celso Unzelte.

(Juca e Unzelte que se juntaram ao catarinense Valdir Appel e aos pernambucanos Lenivaldo Aragão, Fernando Menezes e Túlio Velho Barreto nos textos introdutórios da obra)

Porque o texto já não era pernambucano. Era brasileiro. Universal. Como dizia o mítico craque humanista Tolstoi: “Quer ser universal? Comece por pintar sua aldeia!”. Pois foi nesse momento que nós descobrimos o segredo. A mágica. Ao escrevermos sobre nossa pequena aldeia pernambucana, escrevíamos sentimentos do mundo. Drummonianos. Ao escrevermos sobre nossa aldeia, já não havia Náutico ou Sport. Vermelho, branco, preto, anil. Éramos todos irmãos da mesma nave. Do mesmo campinho de pelada. Crianças dividindo o mundo em quatro linhas. Erguendo barras. Semeando o ‘nós’ mesmos na aventura do adversário.

Adversário que já não era.

Era apenas um velho amigo.

Um amigo de cem anos de idade.

Com a mesma paixão.

Com o mesmo sentimento do mundo…

Obrigado a Roberto Varela pela belíssima capa. Capa que traduziu nossa aldeia.

Obrigado ao secretario da FPF, João Caixero, de uma simpatia inigualável. Um tricolor daqueles que dignificam a história do Santa Cruz.

Obrigado ao presidente da FPF, Sr. Carlos Alberto Oliveira. Presidente que abraçou a causa do clássico do centenário. Atendendo apelo do jornalista José Galvão. Carlos Alberto, digno sucessor de Rubem Moreira.

Obrigado a todos que contribuíram para este momento. Família. Editora Bagaço. Jornalistas que divulgaram a obra.

Obrigado aos parceiros, Mestre Carlos Celso Cordeiro e Mestre Lucídio José de Oliveira, pela oportunidade de aprender um pouco mais sobre esse mistério chamado futebol. Celso e Lucídio de quem fui, sou e sempre serei fã e aprendiz.

Por último, obrigado a quem vem em primeiro:

Obrigado a Deus!

Sempre misericordioso e justo em sua etern(a)idade…

Uma resposta a LIVRO

  1. Cláudio Granja Costa disse:

    Geninho e diretores do CNC procurem ver o futebol do jogador Robston do Atlético Clube Goianiense como também o Marcelo Nicastro do Fortaleza, são excelentes jogadores, o Robston é um cabeça de área que sabe marcar muito bem como também sai jogando muito bem, que tiver alguma afinidade com a diretoria ou até com o próprio Geninho, falem para eles sobre estes jogadores.

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