Foto capturada para meu acervo a partir do livro ‘O Náutico – a bola e as lembranças’ do amigo Lucídio José de Oliveira.
Uma foto diferente. Por causa do uniforme. Pouco utilizado na época. Camisa branca, calção branco e meias, vermelhas. Ou seriam pretas? Um ‘Louco por Futebol’ me alertou que no passado era comum o uso de meias pretas. Vermelhas, pouco provável. Na camisa, o escudo alvirrubro, a famosa bandeira.
Aparecem na foto. Em pé: Mário Ramos, Edvaldo Lima, Aloísio Periquito, Vicente, Délcio Periquito e Jorge. Agachados: Plínio, Isaac Viana, Tará, Orlando Viana e Celso.
Detalhe. No ataque, três dos irmãos Viana: Isaac, Tará e Orlando. Na defesa, os dois irmãos Periquito: Aloísio e Délcio.
Este time de 1943 era forte. Em condições normais, poderia ter conquistado o título de campeão pernambucano.
Num campeonato que foi disputado em dois turnos independentes, só com jogos de ida.
O Náutico foi campeão do 1º Turno, ficando o Sport em 2º lugar.
Antes do início do 2º turno, houve um desentendimento do Náutico com a Federação.
O Náutico foi suspenso por 10 dias e, inconformado com a punição, pediu desfiliação. Em decorrência não participou do 2º turno.
O campeonato foi dado por encerrado sem que toda a tabela tivesse sido cumprida. No 2º turno, o Sport estava empatado com o América na primeira colocação.
Com a desfiliação do Náutico, o Sport herdou o título do 1º turno. E, como estava empatado no América, no 2º turno, foi declarado campeão de 1943.
Detalhe: o motivo que originou a briga do Náutico com a Federação foi um desentendimento num jogo de juvenis.
Ainda em 1943, a paz voltou a reinar.
E para marcar a volta do Náutico à Federação foi organizada um torneio que foi disputado entre setembro e dezembro. E ganhou o nome de Torneio da Paz.
O Náutico foi o campeão do Torneio da Paz. A partida decisiva seria contra o Santa Cruz, que entregou os pontos.