Depois de duas semanas recheadas de polêmicas envolvendo o diretor de Futebol do Sport Homero Lacerda e o presidente da Futebol Brasil Associados (FBA), José Neves Filho, o entendimento continua distante. Mas, pelo menos, o questionamento sobre a legitimidade da entidade para gerir a Série B obteve um desfecho de convergência, após a reunião realizada ontem, em São Paulo.
Na ocasião, o Clube dos 13, por meio do seu presidente, Fábio Koff, oficializou aos representantes das equipes do Coritiba, Atlético/MG, Portuguesa, Guarani e Sport, a legitimidade da FBA, entidade gestora da Série B do Campeonato Brasileiro em negociar qualquer tipo de contrato, que diga respeito à competição da Segunda Divisão.
Como as cinco equipes são filiadas ao Clube dos 13, Fábio Koff tomou o cuidado de passar aos times que disputarão a Série B 2006, como o trabalho da FBA é realizado, seus objetivos e resultados.
Um dos pontos mais discutidos, e que traz valorização ao próprio campeonato, foi a fórmula de disputa com ascenso e descenso de quatro times em 2006. A idéia dessa fórmula foi acatada por todos e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deve homologá-la por meio do seu Departamento Técnico.
Para o presidente da FBA, José Neves Filho, não existe nenhuma surpresa quanto ao pronunciamento do colega do Clube dos 13. “Eu nunca tive dúvidas quanto à postura de Fábio Koff. Ele esteve na minha posse e, naquela ocasião, declarou que os problemas da FBA e do Clube dos 13 são os mesmos. Então, essa sintonia se faz necessário porque juntos vamos buscar o melhor para a competição”, disse Neves.
Porém, Homero Lacerda acha que tudo não passou de uma grande mentira. Mesmo admitindo que não vai mais questionar sobre a legitimidade da FBA, ele disse que houve muita conversa e pouca informação. “Fábio Koff não estava lá, pois ele está doente em Porto Alegre. Quem disse isso mentiu levianamente. O assunto discutido foi a fórmula de disputa da competição”, acusou.