Entraremos numa máquina do tempo, que nos levará ao ano de 1970, mais precisamente ao dia 05 de julho de 1970. Um domingo à tarde, dia de futebol, segundo turno do campeonato pernambucano. O clássico das emoções, Náutico X Santa Cruz acontecia no estádio do Arruda, lotado até o teto, com mais de 16.000 pagantes. O juiz foi o coronel Sebastião Rufino. Eu tinha apenas 12 anos, cheguei cedo ao estádio, com a minha bandeira em punho, e fui logo procurando um lugar na torcida alvirrubra, à direita das cabines de rádio.
Apesar de ser inverno, fazia sol e calor naquele dia. O Santa Cruz tinha um super-time, com uma muralha no gol chamada Detinho. Já o Náutico vivia na sombra do nome do seu principal atacante, Bita, chamado na época de “o podre”, pela lesão no joelho.
As provocações das torcidas começavam com o Pantera, um negro forte, que tremulava uma grande bandeira tricolor, bem na frente da torcida do Náutico. Ele batia forte no bíceps, e chamava todo mundo pro pau! E tome chuva de bagaços de laranja.
O jogo foi tenso e nervoso, com o Náutico chutando mais que o Santa no primeiro tempo, que terminou zero a zero. O Santa tinha sido o campeão do primeiro turno. Restava ao Náutico partir para o tudo ou nada. Detinho foi o destaque, com uma grande defesa, bem no ângulo, num chute de China. O Náutico atacou para o gol do canal.
O segundo tempo estava morno, com o jogo cheirando a empate. Eis que, aos 28 minutos, com o Náutico atacando para a Rua das Moças, ele, “o podre” recebe um lançamento pela esquerda, e da entrada da área manda um petardo no canto esquerdo de Detinho, que se esticou todo, e não alcançou a bola. Gol do Náutico. Gol dele, Bita! Festa na torcida do timbu.
Bita correu até próximo ao alambrado, levantou os braços, como que agradecendo o apoio e o carinho dos torcedores. Eu tentava tremular a bandeira, saudando o ídolo, mas era abraçado por todos ao meu redor.
Fim de jogo. Vitória alvirrubra. O Náutico marchava célere para vencer o segundo turno, porém perderia o campeonato devido às duas derrotas na melhor de três, contra esse mesmo Santa Cruz.
Valeu pela festa de vencer uma batalha, fora de casa, com um gol do nosso maior artilheiro. Tive o prazer de viver aquele momento, que ficou marcado na minha memória, para sempre!
ATÉ QUANDO A NAUTICONET VAI VIVER DO PASSADO, AO INVÉS DESSA MATERIA RICULA VOCÊS DEVERIAM ESTAR PROTESTANDO JUNTO AOS TORCEDORES CONTRA O DESCASO QUE ESSA DIRETORIA VÉM FAZENDO COM CLUBE, OUTRA COISA DEVE TER ALGUÉM AI DE VOCÊS QUE DEVEM TORCER PELA COISA, SE EU TIVESSE DE VIVER DO PASSADO QUERIA REVER AS VITÓRIAS DO NÁUTICO CONTRA A COISA.