No dia 12 de dezembro de 1965.
O Náutico vencia pela última vez.
Uma decisão contra o Sport na Ilha do Retiro.
Náutico de Lula Monstrinho;
Gena, Mauro, Gilson Saraiva e Clóvis;
Didica e Ivan Brondi;
Nado, Bita, Nino e Lala.
O ataque das quatro letras.
Com a vitória.
O Náutico se sagrava tricampeão pernambucano.
Quarenta e cinco anos depois.
O Clássico dos Clássicos volta a decidir um campeonato na Ilha.
Nas últimas sete oportunidades em que se encontraram.
O Sport venceu.
A lógica e as estatísticas.
Apontam o Sport Club do Recife como favorito.
Por jogar em casa.
Pelo elenco milionário para os padrões locais.
Mesmo sendo o empate alvirrubro.
Nas arquibancadas, uma desproporção dos tempos e da violência.
Vinte e quatro mil rubro negros contra seis mil timbus.
Mas em campo?
São apenas onze contra onze.
E nisso reside a beleza do futebol.
O Sport, como já afirmei, é favorito.
Desde 1975 quando iniciou a atual série de conquistas sobre o rival.
Peraí!
Eu falei que são onze contra onze?
Mil desculpas.
Eu me enganei.
Ontem faleceu o velho guerreiro Nino.
Um dos heróis daquela final de 1965.
O homem que marcou um dos gols decisivos naquele dia 12 de dezembro.
Nino que amava o Náutico sobre todas as coisas.
Como o cerebral Ivan.
Como o professor Gilson Saraiva.
Como Bita, o Homem do Rifle.
Como o endiabrado Nado.
Hoje o Náutico não joga com onze.
Hoje o Náutico tem um camisa doze chamado Eidnilson Alves.
Ou melhor, Nino.
Pronto para cabecear o tabu para as redes.
Num instante de gol e de adeus…
NOTA: As imagens fazem parte dos arquivos de Mestre Lucídio
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QUE COMENTARIO INFELIZ SENHOR WILTON, PURU RACISMO, CONTROLE SUAS EMOÇOES SENHOR.
PELO MENOS DEUS O POUPOU DESTE ULTIMO VEXAME! ESTES ATLETAS NÃO MERECIAM VER SEU FEITO IGUALADO PELA SUB-RAÇA DO MANGUE!