No Náutico, tanto o preparador Batista Monteiro quanto o goleiro Marcelo Valença reprovam o design da bola. Na opinião do primeiro, nada se faz para beneficiar o goleiro. Segundo Monteiro, o maior problema está na cor prateada. “Esta cor é péssima para a visibilidade do profissional. E a dificuldade à noite aumenta. Dependendo da velocidade, o goleiro pode perder a bola de vista e prejudicar a equipe com uma falha capital, através do gol”.
Porém, nem tudo são farpas para Batista Monteiro. Como reconhecimento à qualidade da marca do fabricante, ele faz questão de deixar claro que não tem nada a reclamar da Penalty, mas que preferia trabalhar com a bola da cor tradicional: branca. “A prova é tanta que os outros modelos de cores laranja e verde não são mais utilizadas em nenhum campeonato”.
O goleiro Marcelo Valença também aprova o fabricante, mas reprova o visual fashion. “A melhor bola é da Penalty. Mas estas cores prata, azul e preto, juntas, atrapalha a visibilidade. Não importa se a partida for de manhã ou mesmo à noite. O pior ocorre num cruzamento ou rebote na entrada da área, aí é que fica difícil para gente”.
Apesar de ter que se adaptar às marcas diferentes de bola, quando enfrentam a maratona de competições com fabricantes diversos, o problema, segundo os profissionais alvirrubros, se resolve porque as outras redondas são brancas. “A gente bate na tecla de que a bola tradicional não atrapalha, mas contribui com o nosso trabalho”.